Página I
EDITORIAL
Este
ano vários acontecimentos estarão presentes na nossa agenda, entre
eles a copa do mundo e as eleições. Parece que estes dois eventos
não se acertam muito com relação aos seus objetivos.
O 1o. nos faz sentir brasileiros, ufanistas pelas várias copas
que o Brasil já ganhou. Faz bater o coração num ritmo acelerado. Torcemos,
sofremos e nos alegramos.
O 2o. acontecimento, devido as múltiplas falcatruas, corrupções
por parte de nossos governantes, o entusiasmo anda em baixa. Vemos
a olhos vistos que nosso país, em questões sociais não vai bem.
Se perguntarmos para qualquer brasileiro o que mais desejaria
no momento será: maior segurança, aumento de salário, atendimento
adequado na saúde,... Sabemos que um dos índices que medem o grau
de desenvolvimento humano de um país está na capacidade de fazer valer
os direitos de cidadania.
Se nosso entusiasmo com relação a consciência política, fosse
tanto quanto a do futebol, este país, certamente seria diferente.
Não podemos deixar de lado, o trabalho de tantos homens e mulheres
que lutam por ações comunitárias, fazendo valer os direitos humanos
sobretudo para muitos excluídos que vivem em nossa sociedade.
A CF 2002 continua a nos chamar atenção, porque a causa dos
povos indígenas, também é a causa de muitos sem terra, teto, educação,
saúde...
"Onde
está teu irmão?" Será que nossa resposta é a mesma de Caim:
"Não sei. Por acaso eu sou o guarda do meu irmão?"
(Gn 4, 9). Neste mês queremos lembramos o dia Pan-americano dos Povos
indígenas (19/04) e o assassinato de Galdino Jesus dos Santos, queimado
num ponto de ônibus de Brasília, vítima da ação de Jovens, desta cidade
(20/04).
Diz uma música: "Todo dia é dia de índio". Por longos anos,
não foi pensado assim. Cabe a nós resgatar a história e dar aos mais
necessitados o espaço adequado e nos comprometendo com uma política
justa e honesta.
Os textos presentes neste encarte nos conscientiza para:
- Planejar nossas atividades,
num trabalho de partilha e participação. Se não fomos mais organizados
e criativos, outros conduzirão o processo, a caminhada.
- Aprender dos protagonistas em
Atos dos Apóstolos, Pedro e João, a olhar nos olhos e dar as mãos,
sem preconceitos e sem distinção de pessoas.
- Dar maior atenção à preocupante
questão dos jovens, na preparação para o sacramento de crisma.
- Assumir o compromisso batismal
de revestir-se de Cristo, isto é, despojar-se da velha criatura.
- Entrelaçar nosso cotidiano com
a Palavra de Deus, sobretudo fazendo uma leitura orante dos salmos.
Ir.
Marlene Bertoldi
PLANEJAMENTO
PASTORAL, POR QUÊ?
O
Pe. Elias Della Giustina, coordenador de Pastoral da
Diocese de Tubarão - SC, propõe algumas orientações
sobre o "planejamento pastoral". O planejamento é
o processo de busca de decisões lúcidas, que atendam
às necessidades da realidade, e que orientem a ação
em vista de uma pastoral orgânica, de conjunto. O método
participativo é fundamental: todos e todas são envolvidos
na ação, antes, durante e depois. Veja alguns elementos
básicos do planejamento:
1.
estudo sério da realidade; 2.
reflexão teológica sobre a realidade; 3.
levantamento de material humano;
4. determinação de prioridades de ação;
5. elaboração
do plano;
6. avaliação periódica da caminhada.
Página II
(Bíblia)
PEDRO
e JOÃO
* Uma dupla dinâmica na luta pela vida*
Os personagens, heróis do cristianismo, segundo o livro dos
Atos dos Apóstolos, desta edição são Pedro
e João. O Pe. Celso Loraschi, pároco na
diocese de Lages e professor de exegese no ITESC, descreve Pedro e
João como uma dupla admirável que realiza "prodígios
e sinais" em favor da vida de gente necessitada. O primeiro momento
da ação dos nossos personagens é relatado no
capítulo 3 de Atos dos Apóstolos: a cura de um cego
de nascença expressa a prática de Jesus: garantir
vida em abundância para todos. Pedro e João aprenderam
com Jesus! A prática de Jesus, a prática dos apóstolos,
é a de restituir ao povo a sua capacidade de firmar-se e caminhar
livremente...
Página
III
O
GRANDE DESAFIO DA CATEQUESE DA CRISMA
Porque os jovens crismandos não perseveram? Esta
é uma das perguntas que D. Juventino Kestering,
bispo de Rondonópolis-MT, procura responder. A catequese de
crisma precisa buscar novos caminhos para que seja verdadeiramente
um processo educativo da fé, iniciação à
vida comunitária e engajamento aos compromissos cristãos
na Igreja e na sociedade. Porém, a comunidade precisa considerar:
a)
existe a tradição a ser mudada (de uma
simples preparação ao sacramento para a inserção
à vida comunitária); b) a organização
deve ser ligada à vida, à comunidade, às celebrações,
ao cotidiano das pessoas; c) o engajamento com ações
concretas e empolgantes para os jovens; d) respeito à realidade
existencial dos jovens (estudo, futuro, vocação, profissão...)...
OPINIÕES
DIVERGENTES
O
Pe. Márcio Bolda da Silva, professor
na FEBE (Brusque-SC) e no ITESC (Florianópolis-SC), manifesta
as opiniões de algumas correntes frente à questão
fundamental da vida moral: o que é o bem? Nesta página,
o internauta encontra o seguinte resumo: a)
HEDONISTAS: exaltam o prazer, vivem para stisfazer sua
ânsia de prazer; b)
EUDEMONISTAS:
guiam-se pelo critério da felicidade, acreditam que a felicidade
é o bem supremo que pauta sua ação moral; c)
PODER: é o fator condicionante da vida moral de
outros. Nestes, a vontade de dominar, de poder, deve sobrepor-se a
qualquer outro valor ou interesse; d) LIBERDADE:
considerada por outros como o maior valor da vida moral. Considera-se
a liberdade como ditame da própria consciência, desonsiderando
as interferências exteriores.
Página
IV
Sacramentos
(XII)
BATIZADO = REVESTIDO DE CRISTO
Continua-se
a refletir sobre a simbologia do Sacramento do Batismo. Nesta página,
a Ir. Marlene Bertoldi, coordenadora de catequese da
Arquidiocese de Florianópolis-SC e professora do ITESC, propõe
uma reflexão sobre a VESTE BRANCA.
Utilizando a seguinte dinâmica façamos nossa reflexão:
DINÂMICA
1
- Levar para
o grupo diferentes cores de fitas em pedaços e deixar as pessoas escolherem.
Por vizinhança, conversar sobre as cores que mais gosta de usar. Por
que?
2 - Quais os
maiores preconceitos que a sociedade cria em torno do modo de vestir?
Por quê?
3 - Com as
fitas traçar um ser humano no chão e refletir: O que confere dignidade
a cada pessoa humana?
As
vestes expressam, muitas vezes, uma função, um
estado de espírito, uma situação,
uma tarefa a executar.
A
veste branca, usada no Batismo, expressa estar-se revestido(a) de
Cristo: conforme São Paulo (Ef 4, 23-24), é revestir-se
da criatura nova, assumindo os mesmos sentimentos de Jesus, sua prática,
seu projeto. Portanto, ao(a) batizado(a), revestido(a) de Cristo,
sugere-se: apresentar o valor da pessoa humana (modo de ser, agir,
falar...); resgatar a dignidade de cada um; praticar o respeito ao
corpo humano; combater todo tipo de preconceito; conscientizar-se
da nova dignidade da pessoa...
"UM ESPELHO DA VIDA"
Inês Broshuis, Utiliza o Salmo 23 para que o(a)
internauta aprecie a leitura orante. Aproveite!
dO
Salmo 23 é a oração de uma pessoa perseguida que se refugia no Templo.
Esilado no Templo, o peregrino experimenta a hospitalidade de Deus
que o acolhe, ampara e defende dos inimigos. Ele expressa a segurança
junto a Deus com a imagem da ovelha cuidada pelo pastor. Junto a Deus,
o peregrino adquire forças para enfrentar as situações mais difíceis.
O Salmo é rico em símbolos da natureza e de festa: água, verdes pastagens,
fontes tranqüilas, vale tenebroso, bastão e cajado, festa, taça transbordante...
Fazem sentir o amor de Deus, a sua presença e proteção. O Salmo faz
também lembrar os sacramentos do Batismo e da Eucaristia.
SALMO 23
O Senhor é meu pastor.
Nada me falta.
Em verdes pastagens me faz repousar,
para fontes tranqüilas me conduz, e restaura minhas forças.
Ele me guia por bons caminhos,
por causa do seu nome.
Mesmo que eu caminhe por um vale tenebroso,
nenhum mal temerei,
pois junto a mim estás;
teu bastão e teu cajado me deixam tranqüilo.
Diante de mim preparas uma mesa,
à frente dos meus opressores.
Unges minha cabeça com óleo
e minha taça transborda.
Sim, felicidade e amor me acompanham
todos os dias da minha vida.
Minha morada é a casa do Senhor por dias sem fim.
Procure um lugar tranqüilo. Tome uma posição relaxada. Faça um
silêncio profundo. Se gostar, coloque um fundo musical bem suave.
Abra-se à ação do Espírito Santo com uma pequena oração. Leia, devagar,
o salmo todo.
Deixe o silêncio calar no seu coração. Escolha um versículo (ou parte
dele) e repita-o interiormente até que sinta vontade a ficar em completo
silêncio diante de Deus.
Fique assim por mais tempo.
Se a fantasia invadir sua mente, escolha outro versículo e siga o
mesmo processo.
Se você se sentir agitado, angustiado ou intranqüilo, repita algumas
vezes: "Junto a mim estás, teu bastão e teu cajado me deixam
tranqüilo."
Será que eu, por minha vez, posso ser "pastor" para os outros? Quem,
em meu ambiente, precisa de um refúgio? Que poderei fazer?
Leia
o Salmo de novo e tire um versículo para acompanhar você durante o
dia.
A vida dos pastores, no tempo da Bíblia, ajuda a expressar o sentido
da segurança e tranqüilidade. Para muitos de nós a realidade é outra.
Às vezes, moramos numa grande cidade agitada, barulhenta.
- Você poderá sentir a tranqüilidade e segurança nas mãos de Deus
na grande cidade?
- Quais os símbolos da grande cidade que poderiam ajudar a expressar
esta confiança?
Procure escrever uma oração de confiança em Deus a partir da sua realidade.
(Obs. Você pode fazer esta oração com mais pessoas, respeitando,
porém, os momentos de silêncio e de oração pessoal.)
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