Página I
EDITORIAL
No mês
de agosto lembramos em nossas liturgias e catequese o dia dos pais,
dos religiosos(as), dos sacerdotes, dos/das leigos(as), mas em especial
os/as catequistas.
A catequese é uma missão primordial da Igreja.
Diz o Diretório Geral para a Catequese: "A catequese é
uma ação evangelizadora basilar de toda a Igreja particular".
(DGC 218).
Para levar à frente esta grande missão, muitos cristãos
e cristãs, que assumem seu batismo de forma concreta, colocam-se
à disposição para colaborar no anúncio
de Jesus Cristo dentro de suas comunidades.
A essa multidão de catequistas que respondem prontamente
ao chamado do Senhor queremos dedicar algumas palavras em sinal de
reconhecimento e gratidão.
Catequista:
- trabalhe sem ver a recompensa,
porque o Senhor se encarrega de encher-lhes as mãos e o coração.
- responda dia após dia
com perseverança ao chamado, porque o Senhor sabe de seu esforço.
- acredite na força do
povo, porque o Senhor sacia os pequenos e derruba os poderosos.
- dê testemunho de vida,
porque o Senhor faz sua palavra frutificar e avançar o Reino.
- abasteça-se na Palavra
de Deus, porque através dela, o Senhor ilumina os seus caminhos.
- seja uma pessoa de alegria e
esperança, porque o Senhor se faz presente como o Ressuscitado
em sua vida, para dar esperança a tantos sem alento.
- vibre com as conquistas dos/as
catequistas de sua comunidade, porque o Senhor está onde há
partilha, acolhida, fraternidade e amor.
- seja um/a seguidor/a de Jesus
de forma apaixonada, porque o Senhor faz, através de você,
outros seguidores.
- imite o Mestre Jesus "lavando
os pés", isto é, colocando-se a serviço,
porque o Senhor sabe acolher e recompensar a todos os de coração
humilde.
- proponha-se a uma formação
constante, porque o Senhor sabe que são muitos os apelos existentes
nas comunidades e exige para isto, catequistas preparados. Seja um
deles.
- anuncie Jesus Cristo com convicção
e ardor e denuncie as injustiças, as opressões, porque
o Senhor está ao seu lado para dar-lhe força e coragem.
- ame seus catequizandos e comunidade,
porque o Senhor se manifesta através deles.
Como o profeta Isaías queremos exclamar: "Como são
belos os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa
notícia, que anuncia a salvação" (Is
52, 7).
Catequista, rendemos graças ao Senhor pela sua vida, pela resposta
pronta e perseverante ao chamado, pela acolhida aos que menos tem
dentro de nossas comunidades, pela construção de mãos
dadas, junto a outros tantos catequistas, por um mundo mais justo.
Que Deus abrace e recompense e cada um e a cada uma com sua ternura
de Pai-Mãe.
Ir.
Marlene Bertoldi
CATEQUESE
e FAMÍLIA: POR QUÊ?
A
família é uma realidade presente na vida humana desde
o início da humanidade. Portanto, em todas as suas expressões,
a família é um espaço para formar e orientar
os filhos e as filhas para uma vida verdadeiramente humana, cristã
e feliz.
A
catequese, como processo de educação da fé, deve
ser atitude concreta na família. Desde o ventre materno, a
criança já deve ser formada para a fé, deve sentir-se
amada pelos pais e por Deus. Toda a identidade da criança deve
ser constituida pela família. Por isso, a família é
a primeira escola da fé. Numa família cristã,
desde o princípio, os seres sentem a unidade entre fé
e vida, sentem a presença do amor de Deus, sentem-se como uma
Igreja doméstica.
Pe.
Mário Ségio Baptistim
Pároco de São José e Santa Rita de
Cássia, e
coordenador da pastoral familiar da Arquidiocese de Florianópolis.
Página II
(Bíblia)
SAULO
DE TARSO:
DA FORÇA QUE MATA PARA A FRAQUEZA QUE VIVIFICA
* Conhecendo pessoas portadoras da Boa Notícia
em Atos dos Apóstolos - 7a. Parte *
Saulo
nasceu em Tarso, na Ásia Menor. Pertencia à raça
judaica, formado dentro das leis do judaísmo. Era da seita
dos fariseus. Seguindo suas tradições, considerava-se
membro do povo eleito de Deus e não podia admitir que Jesus
fosse o Messias-Salvador.
Quando Saulo, aos 28 anos de idade, recebe a luz de Deus, cai por
terra e fica cego. Seu orgulho religioso vai caindo por terra, também,
e sua visão vai mudando até enxergar direito, não
mais como o judaísmo. Convertendo seu nome para Paulo, percebeu
a ação de Deus na história humana com carinho
e gratuidade. O Espírito Santo dava liberdade de ação,
por isso se tornou um pregador itenerante. Aos 41 anos tornou-se o
missionário das nações: suas quatro viagens missionárias
dão prova do novo caminho assumido. Conhece as cidades do mundo,
organiza e anima as comunidades, dá testemunho da adesão
a Jesus Cristo.
Pe.
Celso Loraschi
pároco em Lages-SC e professor no ITESC-Florianópolis
Página III
CATEQUESE
x MOVIMENTOS
A catequese não é um movimento. Catequese é ação
constitutiva da Igreja, é uma dimensão da ação
evangelizadora da Igreja. "A catequese é um processo
dinâmico e abrangente de educação da fé,
um itinerário e não apenas uma instrução".
A catequese se propõe a aprofundar os fundamentos da vida cristã,
a iniciação à vida comunitária, celebrativa
e aos compromissos sociais.
Tem
seu método próprio: a interação entre
fé e vida: a mensagem revelada interage com a realidade do
mundo.
Os movimentos têm uma finalidade específica, metodologia
própria, responde a uma necessidade. Portanto, catequese não
é movimento. A catequese é de responsabilidade de toda
a comunidade cristã.
D.
Juventino Kestering, bispo de Rondonópolis-MT
UM
NOVO MANDAMENTO
Que
significa, concretamente, pertencer ao Reino de Deus?
A
resposta para esta e tantas outras perguntas encontra-se no testemunho
de Jesus Cristo, em que nossa ética está fundada. A
atitude ética do discípulo de Jesus só pode ser
expressão do seu mandamento maior (Jo 13, 34-35): "...
que vos ameis uns aos outros... como eu vos amei..."
A certeza de pertencer ao Reino de Deus está na abertura e
disposição de praticar o mandamento maior, o mandamento
novo, o mandamento do amor: amar como Jesus amou! Este novo mandamento
é original, pois nos remete à verdadeira fonte do amor:
Deus.
Pe.
Márcio Bolda da Silva
professor de teologia moral no ITESC - Florianópolis
Página
IV
CONFIRMADOS
NO ESPÍRITO
Sacramentos
XVI
Ao
longo da história, o sacramento da crisma passou por várias
transformações. Atualmente, pela proposta do Concílio
Vaticano II (1962-1965), afirma-se que o sacramento da crisma está
estreitamente ligado ao batismo e à eucaristia, possui uma
dimensão eclesial, é o recebimento do dom do Espírito
Santo, orienta para um verdadeiro compromisso, uma coerência
na prática de valores evangélicos...
A crisma deveria, portanto ser conferida somente aos cristãos
que estivessem dispostos a assumir o compromisso de transformação
do mundo, de pertença à comunidade, de testemunho cristão.
Dinâmica
Criar com os catequizandos de crisma uma enquete em forma de entrevista
com pessoas já crismadas da comunidade.
Ex.:
1) Quando e onde
foi crismado? Quem foi o ministrante?
2) Seus colegas eram poucos? Muitos?
Lembra do nome de alguém? Continuam amigos de fé e vida?
Como?
3) Valeu a pena ter recebido este sacramento?
Sim. Não. Por que?
4) Mudou alguma coisa em sua vida a partir
deste sacramento? O que?
5) Como é a sua fé, hoje?
Cada
crismando, após
estas entrevistas apresentará ao grupo para fazer uma síntese.
Seria importante apresentar a síntese no CPP (Conselho Pastoral
Paroquial), convidando os catequistas de crisma estarem presentes,
para uma reflexão conjunta de como assumir algumas propostas
concretas para viabilizar melhor a vivência deste sacramento.
Ir.
Marlene Bertoldi
coordenadora de catequese da Arquidiocese de Florianópolis
e professora no ITESC - Florianópolis
"UM
ESPELHO DA VIDA"
O
Salmo 121 é um Salmo
de confiança. Era um cântico que os peregrinos cantavam
subindo a Jerusalém e ao Templo. O panorama de montes e colinas
inspirava a presença de Deus.
O Salmo fala na sombra de Deus como proteção sempre
presente. Na Bíblia, a nuvem, que produz a sombra, é
sinal da presença de Deus e aparece inúmeras vezes.
SALMO 121
Levanto
os olhos para os montes:
de onde me virá socorro?
Meu socorro vem do Senhor
que
fez o céu e a terra.
Não deixará teu pé tropeçar;
aquele que te guarda não dorme.
Não dorme, nem cochila
o vigia de Israel.
O Senhor é o teu guarda,
o Senhor é como sombra que te cobre
e está à tua direita.
De dia o sol não te fará mal,
nem a lua de noite.
O Senhor te preservará de todo mal,
preservará tua vida.
O Senhor vai te proteger
nas tuas entradas e nas tuas saídas,
desde agora e para sempre.
1º
momento
Leia o
Salmo todo, bem devagar.
2º
momento
Leia mais
uma vez e saboreie, versículo por versículo, a beleza
deste Salmo.
3º
momento
Você
tem seus momentos de desânimo, de medo, de tristeza? Este Salmo
pode lhe ajudar? Como?
4º
momento
Escolha
o versículo que mais lhe tocou. Repita-o algumas vezes.
5º
momento
Vamos
ver alguns trechos da Bíblia em que aparece a nuvem ou a sombra
como presença de Deus.
Quando o povo andava pelo deserto, "o Senhor o precedia, de dia,
numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho; de noite, numa
coluna de fogo para iluminar, a fim de que pudessem andar de dia e
de noite. De dia, não se afastava do povo a coluna de nuvem;
nem de noite, a coluna de fogo"(Ex 13,21-22).
Os Salmos falam, muitas vezes, sobre a nuvem e a sombra. "Guarda-me
como a pupila dos olhos; protege-me na sombra das tuas asas"
(Sl 17,8). "Abrigo-me à sombra de tuas asas até
que passe o perigo" (Sl 57,2).
Em Lc 1,34-35, lemos: "Maria perguntou ao Anjo: 'Como acontecerá
isso, já que eu não convivo com um homem?' O anjo respondeu:
"O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do
Altíssimo te cobrirá com a sua sombra"...
Na transfiguração do Senhor, lemos: "Ainda estava
falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra"(Mt
17,5).
Vamos ficar algum tempo em silêncio, à sombra das asas
do Senhor, para que ele nos penetre com seu amor e sua proteção.
6º
momento
Durante
o dia e durante a semana, coloquemo-nos à sombra das asas de
Deus, confiando nele e repetindo algum versículo que fala sobre
a nuvem.
Inês
Broshuis - Catequeta
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