"Entusiamado(a) internauta, durante estes meses de 2002, você acessou a página eletrônica do Encarte Catequese Caminhando, que é um resumo das belíssimas linhas do encarte impresso. Chegado o final do ano, motivamos você a continuar "clicando" em nosso "site", mas buscando ler, também, o impresso do Catequese Caminhando, pois traz maravilhosos conteúdos para a formação humana e cristã. Toda a equipe de nosso encarte deseja-lhe um Feliz Natal (cristão) e um início de 2003 sensacional, pacífico, agradável, especial..."

Página I
EDITORIAL
Entre o grande número de personagens que compõem as solenidades do Advento e Natal, queremos trazer presente a família de Nazaré, especialmente Maria.
Que mistério profundo um Deus querer fazer-se carne, ser gerado, ser gente, num corpo de mulher.
O evangelista João bem expressa isto: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1, 14).
Maria provou no corpo, nos sentimentos e na mente uma gravidez humana normal. Bem como, provou a alegria de sentir-se geradora de vida, amamentando o bebê Jesus. Nutriu-o, abraçou-o, acolheu-o com calor humano. Jesus não precisou de uma mãe, com dotes extraordinários, mas de uma mãe cheia de amor humano, tão cheia de Deus, que suprisse tudo o que era necessário para o seu desenvolvimento.
Maria deu à luz ao menino numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na pousada (Lc 2, 1-7). Ela cuidou e educou Jesus, conservando todas as recordações em seu coração (Lc 2, 19s), sem mesmo compreender sempre o que Jesus queria dizer (Lc 2, 50s).
Maria ama seu filho intensamente, mas não o retém para si.
Assim como ela tem consciência de seu papel na comunidade, e das necessidades de seu povo, da mesma forma ela apresenta seu filho ao mundo, para que ele possa ser "vida abundante para todos".
Em Maria, Deus se torna família. Ser família é fazer-se próximo, conhecido, íntimo.
No viver frenético de hoje, sobretudo no Natal, onde o consumismo ganha maior espaço, será que dá tempo para pensar que Deus se torna membro de nossa família, gente íntima em nossa casa?
A visualização de um presépio ou de uma arvore de Natal, é suficiente para dizer que é Natal, e que é tempo de lembrar que temos um Deus que está sempre conosco?
Não seria bom lembrar que os laços familiares são os mais marcantes na vida de uma pessoa, porque são os laços de amor, carinho, afeto, acolhida... Deus nos concede este tempo. Vamos aproveitar esta chance.
Através de Jesus somos todos irmãos e irmãs. Nele, toda a pessoa, adquire dignidade.
Neste Natal, através da família de Nazaré: Maria, José e Jesus somos convidados a:
- fazer do espaço familiar um ambiente acolhedor, terno, onde todos se sintam irmãos e a vida possa crescer com dignidade e igualdade;
- partilhar alegrias, vitórias, conquistas, como também algo, mesmo que seja pouco, para deixar alguém mais feliz;
- construir novas relações, deixando de lado, intrigas, preconceitos, exclusões para gerar mais vida no ambiente familiar;
- esbanjar gestos, como abraçar, dar as mãos, saudar, beijar, envolvendo as pessoas com nosso carinho e acolhida;
- confraternizar-se com os mais simples, os pobres, assim como os pastores, estenderam suas mãos e o coração à família de Nazaré.
Você pode criar outros compromissos, na certeza de querer fazer o espaço familiar e comunitário, de acordo com o sonho de Deus, sonho este iluminado por paz, alegria, esperança, vida, fraternidade...
Obrigada a todos/as os/as que contribuíram durante este ano, para que este subsídio catequético fosse rico em reflexões.
A você leitor/a que muito nos incentivou, continue conosco no próximo ano.
Feliz Natal!
Feliz 2003!

Ir. Marlene Bertoldi

NATAL: UMA NOVIDADE SEMPRE

O Natal celebra a Encarnação do Filho de Deus, que assume a condição humana nascendo na história, dando início à grande aventura e ventura da redenção da humanidade. Assim se expressa o Ir. Nery, fsc: "Natal é uma privilegiada prova do amor de Deus que se faz um de nós para facilitar-nos o acesso a Ele, à comunhão com Ele..." Hoje, os cristãos e as cristãs devem festejar a celebração real do Natal de Jesus, não vulgarizando, comercializando, contradizendo a celebração original. Celebrar o Natal de Cristo é renascer nele, para assumir com Ele a vontade do Pai em nossa história.


Página II
(Bíblia)

BENDITOS OS QUE ANUNCIAM A PAZ
* Conhecendo pessoas portadoras da Boa Notícia em Atos dos Apóstolos - última parte *

O Pe. Celso Loraschi, pároco em Lages - SC e professor do ITESC, que ao longo de 2002 proporcionou aos(às) leitores(as) deste Encarte um conhecimento de personagens, homens e mulheres, que no primeiro século do cristianismo, fizeram parte do movimento de Jesus, construindo caminhos para a realização do grande sonho de Deus: a fraternidade e a paz no mundo, nesta edição derradeira, resume suas reflexões.
Quantas pessoas dedicadas e abnegadas são portadoras do projeto de Jesus em Atos dos Apóstolos.


Pessoas estas motivadas por atitudes de oração e de memória na caminhada, que experimentaram um novo jeito de viver em comunidade, que caminharam juntas, trabalhando emequipe, que viviam a sabedoria e a compaixão, que assumiam seu ministério garantindo vida digna sem exclusão, que viveram a missionariedade, que promoviam a conversão e a vida nova, que estimulavam a Igreja nas casas...

 

 

 

 

Página III

E DEUS FEZ-SE PRÓXIMO E ÍNTIMO

D. Juventino Kestering, bispo de Rondonópolis - MS, responde às questões: "O Natal a cada ano está perdendo o seu sentido religioso e passando a ser uma festa comum? Como celebrar o Natal no mundo de hoje?"

Natal é a festa da encarnação
de Jesus: Deus que se torna gente, que nasce no meio de nós. Natal é a festa da família: Jesus nasceu numa família, a de Nazaré. Esta é o lugar do encontro, da vida, da partilha, do crescimento.
Natal é festa colorida: as cores, os enfeites, as luzes externam sinal de vida. Com sua encarnação, Jesus veio apagar as trevas, as injustiças, o pecado, para trazer mais vida, fraternidade, justiça e solidariedade.

C L O N A G E M
HUMANA

A clonagem humana é o tema tratado pela bioética, relacioanda com a fase inicial da vida, que o Pe. Márcio B. da Silva, professor de teologia moral do ITESC, Florianópolis - SC, reflete nesta edição.

Clonagem humana é uma técnica da qual resultam embriões com padrão genético idêntico. É uma "cópia" de ser humano. Dois são os objetivos da clonagem, hoje: clonagem terapêutica (produção de células com mesmo código genético de outra pessoa para fins medicinais) e reprodução (técnica de reprodução assistida favorecendo casais que não conseguem ter filhos por nenhum método). A ciência encontra-se dividida sobre a validade de tal procedimento. A Igreja Católica se apresenta radicalmente contrária à clonagem humana, pois fere o sentido de identidade da pessoa como ser singular e autônomo, criado à imagem e semelhança de Deus.

Página IV

COMUNIDADE: ESPAÇO E META DO(A) CRISMADO(A)
Sacramentos XX

Ir. Marlene Bertoldi, da Arquidiocese de Florianópolis, escreve que um(a) jovem é crismado(a) para assumir responsabilidades na vida e na Igreja, exigências de uma vida comunitária. A fé do(a) cristão(ã) deve ser vivida, testemunhada e celebrada na comunidade. O sacramento da Crisma acentua o engajamento e a militância para uma experiência de fé concreta e comprometida com o Projeto de Jesus Os(As) crismados(as) tem por missão exercerem serviços nas pastorais da comunidade, serem presença e testemunho em todos os ambientes, assumirem compromissos com a história, com a família, com o trabalho, com a política, com a justiça... O(A) crismado(a) torna-se responsável por uma Igreja viva e renovada e por um mundo mais justo e fraterno.

DINÂMICA
1) Escrever em vários cartões
palavras com funções diversas: Ex.: Medicina, cartão de crédito, direitos humanos, jornalismo, família, natureza, casamento, comunidade, política, cinema, sacramentos, ser cristão/ã, música.
2) Sortear os cartões.
3) Cada participante ou em duplas deverão apresentar maior número de exigências por escrito, que a Palavra recebida comporta.
4) Desenhar em forma de símbolo a maior exigência.
5) Apresentar ao grande grupo e este poderá completar com outras exigências não ditas.


"UM ESPELHO DA VIDA"

O Salmo 133 é o único Salmo que fala sobre o amor fraterno. Talvez inspirado por um canto sobre a vida familiar, tornou-se o Salmo que se refere à família de Israel, reunida sobretudo como assembléia sagrada.

SALMO 133

Oh! como é bom, como é agradável
os irmãos viverem unidos!
É como o óleo precioso sobre a cabeça,
que escorre pela barba,
pela barba de Aarão,
descendo sobre a gola do seu manto.
É como o orvalho do Hermon,
descendo sobre os montes de Sião,
pois é lá que o Senhor dá a bênção
e a vida para sempre.

Este Salmo compara o amor fraterno com o perfume do óleo usado na unção sacerdotal de Aarão. (Confiram nos textos Ex 29,7 e 30,25.30)
Outra comparação é a imagem do frescor do orvalho que desce da alta montanha do Hermon sobre o monte do Templo, onde se reúne a assembléia do povo.
No Novo Testamento ouvimos São Paulo dizer que a comunidade unida deve exalar o perfume de Cristo, testemunhando uma vida fraterna (2 Cor 2,14-15).
Para "rezar" este Salmo, sugerimos a presença de um pequeno grupo fraterno, e que se prepare, de antemão, a oração, providenciando alguns símbolos. Além do perfume e do orvalho, a união pode ser simbolizada por alguns gestos como: partilhar o pão, fazer um brinde com vinho, deixar passar o chimarrão, um cafezinho para todos (ou outros, conforme a criatividade do grupo). Para o último passo prepare-se, se possível, incenso.

A ordem desta pequena celebração pode ser:
1º passo: Depois das boas vindas, ler devagar o Salmo e a explicação.

2º passo: Colocar-se diante de Deus-Pai como filhos, reunidos em nome de Cristo, pela ação unificadora do Espírito. (Alguns momentos de silêncio para se conscientizar desta presença)

3º passo: Expressar a união através de um dos símbolos: o chimarrão vai passando, ou o pão é partilhado e passado para o outro. O perfume pode ser passado na fronte do(a) vizinho(a), o cafezinho pode ser servido etc. (Procurem guardar o clima de oração)

4º passo: Compartilhar o que esses gestos dizem; quais idéias e sentimentos suscitam.

5º passo: Oferecer a Deus a alegria e a gratidão pela vivência fraterna. Queimar o incenso, sentindo assim o louvor subindo ao Pai. Elevar os braços como gesto de louvor. Algumas pessoas podem fazer uma oração de louvor. Ficar assim alguns instantes. É uma oração silenciosa, mas cheia de simbolismo.

6º passo: Terminar com a mantra: "Onde reina o amor, fraterno amor, onde reina o amor, Deus aí está".
(Cantar diversas vezes, sempre mais decrescendo)

Inês Broshuis - Catequeta

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