Página I
EDITORIAL
Somos
uma Igreja de vocacionados.
Através do batismo, recebemos o mesmo Espírito que animou
a vida de Jesus. O centro da vida de todos os batizados é a
pessoa de Jesus e sua proposta transformadora de amor e de justiça.
Através da comum dignidade batismal nos tornamos co-responsáveis
para tornar visível o ministério da Palavra, da celebração
e da caridade.
Ser catequista é exercer o ministério da Palavra.
Como os primeiros Apóstolos e anunciadores todo e toda catequista
é enviado a uma comunidade e fala em nome de Deus.
Primeiramente, o/a catequista faz experiência de Jesus
Cristo e o comunica aos catequizandos, a exemplo de André e
Filipe: "Nós encontramos o Mestre" (Jo 1, 41.45).
Não existe catequista pronto, perfeito, mas a vida,
a experiência, a fé, a audácia, o entusiasmo,
e o comprometimento com a comunidade são elementos que ajudam
a abrir novos caminhos para sua vida.
O doc. Catequese Renovada nº 26 chama atenção para
algumas qualidades, próprias de quem assume a missão
de catequizar. Vejamos:
Catequista é:
Comunicador/a: Não fala sozinho. Desperta e provoca
a palavra dos membros da comunidade (CR 1451).
Coordenador/a: Sabe coordenar a participação de todos
(CR 144).
Semeador/a: Semeia a Palavra, tornando-se porta-voz da experiência
cristã de toda a comunidade (CR 145).
Educador/a: Indica caminhos e meios para ser cristão
e mostra a alegria de viver o Evangelho e portanto ser autêntico
seguidor/a de Jesus (CR 147).
Pesquisador/a: Natualiza-se constantemente através
de uma formação permanente, sobretudo nos conteúdos
bíblicos, eclesiológicos e nas ciências humanas
(CR 148).
Observador/a: Tem consciência crítica da
realidade sócio-econômico-política e aprende nela
os sinais de Deus (CR 148).
Facilitador/a: Facilita junto com um grupo de catequistas,
oportunidades de oração, reflexão, vivência
fraterna, planejamento e avaliação (CR 151).
Transformador/a: Vive sua fé pessoal e comunitária
de forma comprometida colocando-se a serviço da justiça,
da paz e da solidariedade (CR 150).
Impulsionador/a: Através de sua experiência,
ternura e misericórdia é capaz de chegar ao coração
daquele/a a quem catequiza (CR 147).
Servidor/a: Sonha, espera e convida a comunidade a libertar-se do
egoísmo e do pecado e a celebrar a sua fé na Ressurreição
(CR 146).
Integrador/a: Integra Fé e Vida, assumindo uma
espiritualidade que dá razões para viver convictamente
a missão de ser catequista (CR 146).
Catequista, parabéns pela resposta dada ao convite do Senhor,
e com muito entusiasmo continue a anunciar a sua Palavra, para que
o mundo creia e crendo chegue uma maior amorização.
Abraços pelo seu dia.
Ir.
Marlene Bertoldi
O
ANO VOCACIONAL E A CATEQUESE
A
atividade catequética constituiu-se num lugar privilegiado
para toda a animação vocacional que dá identidade
e vida à Igreja. O/a catequista conhece as verdades da fé,
vivenciando-as através do testemunho, anunciando com entusiasmo
a Boa Notícia do Reino. Para isso o catequizando é educado
para a gratidão, para a vida, para a sensibilidade diante dos
apelos, para a oração, para o amor à Palavra
e para a co-responsabilidade pois toda a comunidade deve ser responsável
pela animação vocacional, aprendendo a amar a Igreja
com o mesmo amor de Cristo que deu a vida por ela.
Pe.
João Francisco Salm
Página
II (Bíblia)
A
VONTADE DE DEUS É QUE SEJAMOS PLENAMENTE HUMANOS
* As cartas de Pedro ajudando a "Ser Igreja
no Novo Milênio" 7a. Parte *

As
cartas de Pedro nos encorajam a responder, com disposição,
à vocação de cuidar da vida; lutando contra qualquer
atitude que seja um ultraje a vida, a natureza, como também
a violação de direitos que excluem tanta gente. Nossa
esperança baseia-se na vida de Jesus Cristo e concretiza-se
através de gestos de amor, perdão, acolhida e serviço
mútuo. Só o amor tem o poder de nos tornar plenamente
humanos, portadores da mesma energia de Deus. O caminho é viver
segundo Sua vontade. O modo de ser e de viver de Jesus Cristo foi
de conformidade ao Plano de Deus, não cedendo as tentações
egoístas do poder. Ele se tornou servo e passou a vida fazendo
o bem, a partir das pessoas excluídas. É preciso que
cada um de nós, assumamos a prática do amor seja por
palavras, serviço e atitudes pois tudo se torna digno e nobre
quando há amor.
Prof.
Celso Loraschi
Página
III
BATISMO,
FONTE DE TODAS AS VOCAÇÕES
Neste mês vocacional vamos aprofundar a "identidade do
discípulo" chamado a assumir um compromisso perante Deus,
a Igreja e a comunidade. Primeiramente é preciso assumir a
causa do Reino inaugurando assim uma nova fase de sua vida, deixando-se
moldar pelos valores do Reino.
Com
esta atitude inicia-se um novo modelo de ser e viver num processo
progressivo e persistente que implica em romper com tudo aquilo que
destrói a vida. Lançar-se para um novo desafio exige
coragem, persistência, oração e doação.
Jesus é o caminho que conduz, orienta e aponta novos horizontes.
Ele é o referencial de toda a vocação e a catequese
é o campo fértil onde brota o compromisso assumido pelo
batismo: ser discípulo/a de Jesus Cristo.
D.
Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis - MT
CATEQUESE
RENOVADA
ALGUNS DESAFIOS
A
catequese é um processo contínuo que acompanha as mudanças
que acontecem no mundo, nas comunidades. Estas mudanças encontram
desafios. Um deles é a opção definitiva pela
catequese com adultos conforme CR número 130. Outro desafios
refere-se ao papel da linguagem na educação da fé
que deve estar atenta ao homem e mulher da modernidade, do mundo urbano,
da cultura cibernética, ao homem secularizado.
A utilização dos Meios de Comunicação
Social na Catequese também constitui-se num desafio bem como
a situação atual da família, que esfacelada,
nem sempre assume o papel de primeiros responsáveis pela vida,
pela educação e pela fé dos filhos. Outros desafios
fazem parte deste texto levando-nos a compreender que a catequese
está sempre evoluindo para atender as necessidades do mundo
contemporâneo.
Irmão
Nery, fsc
Assessor Nacional da Catequese
nery@telnet.com.br
Página
IV
EUCARISTIA:
CEIA DA VIDA PARTILHADA
Sacramentos
XXVII
O
documento número 69 "Exigência Evangélica
e Ética de Superação da Miséria e da Fome"
enfoca a má distribuição da renda e das riquezas
que exclui os pobres da produção, da dignidade humana
e da esperança. A Eucaristia nos conclama a repartir o pão
com os irmãos.
DINÂMICA:
Apresentar em
forma de dramatização a distribuição das
riquezas no mundo.
- Levar um bolo.
- Dividi-lo em 10 fatias.
- Distribuir 8 fatias para 2 ou 3 pessoas.
- O restante, 2 fatias, distribuí-las para a maioria do grupo.
Após, refletir sobre esta chocante e real realidade e responder:
a)
Quais as causas que criam esta realidade no nosso mundo de hoje?
b) Em nossos ambientes, também,
vemos isto? Como? Quem são os excluídos da riqueza e
do pão?
c) O que temos demais e poderia
ser partilhado com os mais necessitados?
d) O que Jesus nos ensina? Como
interpretar os gestos de Jesus num mundo faminto?
e) O que fazer?
Sentar-se ao redor de uma mesa significa participar e partilhar para
que ninguém seja excluído, pois quem retém para
si morre e quem partilha, vive. Não pode haver Eucaristia se
não houver unidade, partilha, solidariedade, igualdade, justiça.
A Eucaristia lança-nos para fora de nós, para junto
dos esfomeados de pão material, e assim praticarmos a solidariedade
e a justiça.
Ir.
Marlene Bertoldi
Coordenadora Arquidiocesana de Catequese
"UM
ESPELHO DA VIDA"
1
Sm 3, 1-10
Introdução
Estamos
no Ano Vocacional e no Mês das Vocações. Hoje,
vamos refletir sobre o chamado de Deus em nossa vida.
No lº livro de Samuel encontramos uma narração
bonita de um jovem, Samuel, que sentiu o chamado de Deus e soube responder.
Samuel era um grande profeta no tempo dos reis Saul e Daví.
(Leia na Bíblia o primeiro capítulo do 1º livro
de Samuel)
1º
passo
Vamos ler, com muita atenção, uma parte do texto do
cap. 3:
O jovem Samuel servia ao Senhor sob as ordens (do sacerdote) Eli.
Certo dia, Eli estava dormindo no seu quarto.
Samuel estava dormindo no santuário do Senhor, onde se encontrava
a arca de Deus.
Então, o Senhor chamou: "Samuel, Samuel!"
"Aqui estou!", respondeu, e correu para junto de Eli.
"Tu me chamaste; aqui estou!".
Eli respondeu: "Eu não te chamei. Volta a dormir!"
E Samuel foi deitar-se.
O Senhor chamou de novo: "Samuel, Samuel!"
Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse:
"Tu me chamaste; aqui estou!"
Eli respondeu: "Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!"
O Senhor chamou pela terceira vez: "Samuel! Samuel!"
Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse:
"Tu me chamaste; aqui estou!".
Eli compreendeu, então, que era o Senhor que estava chamando
o menino
e disse a Samuel:
"Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás:
"Fala, Senhor, que teu servo escuta!"
E Samuel voltou a seu lugar para dormir.
O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras
vezes: "Samuel! Samuel!"
E ele respondeu: "Fala, que teu servo escuta!".
(Querendo saber a missão que Deus deu a Samuel, pode seguir
a leitura na Bíblia)
2º
passo
A resposta de Samuel ao chamado de Deus foi pronta e decidida.
O chamado de Deus se dá também em nossa vida, não
uma só vez, mas muitas vezes.
Primeiro, fomos chamados à existência e, como tal, temos
uma missão: construir um mundo justo e fraterno, onde haja
lugar para todos serem felizes.
O segundo chamado se deu no nosso Batismo. Fomos chamados a seguir
Jesus Cristo no seu modo de viver e doar-se, e para levar sua mensagem
ao mundo.
Depois, vem o chamado para diversas missões. Pode ser o chamado
para um estado de vida: casamento, ser padre, vida consagrada...
Mas o chamado de Deus vem, muitas vezes, para determinadas funções
e serviços: dentro da família, da comunidade, do trabalho...
Vamos refletir: Quando tomei consciência de um chamado de Deus?
Como reagi? É sempre fácil dar uma resposta?
(Quando a reflexão for feita em grupo, pode haver um momento
de partilha)
3º
passo
Nem sempre é fácil dar uma resposta ao chamado de Deus.
Moisés lutou com Deus, não querendo aceitar a missão.
Igualmente o profeta Jeremias. Podemos conferir isto na Bíblia.
(Ex 3, 1-14; 4, 10-16; Jer 1, 4-10)
Deus chama pessoas de todo tipo, de idades diferentes, casadas ou
solteiras, homens e mulheres. Não podemos pensar que o chamado
é só para um determinado estado de vida. Deus chama
na vida de cada um e em diversas situações, quando menos
o esperamos.
Coloque-se diante de Deus, em silêncio. Reflita: como respondo
aos apelos de Deus na minha vida? Onde Deus está me chamando?
Como? Fale com Deus sobre seus medos, seu comodismo, sua falta de
generosidade...
(Se a reflexão for em grupo, pode-se terminar com um canto:
"Eis-me aqui, Senhor" ou "Senhor, se tu me chamas...")
Inês
Broshuis - Catequeta
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