A edição de julho do Catequese Caminhando traz dentre outros temas uma síntese do Doc. 71 "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil". O capítulo III aponta algumas pistas de ação "ser uma Igreja samaritana assumindo o mutirão nacional para a superação da miséria e da fome". Partindo deste desafio, você encontratá neste encarte um chamado premente a interar-se sobre a desigualdade social que permeia o mundo negando aos nossos irmãos "o sagrado direito de viver com dignidade e esperança", motivando-o para continuar sua missão.


Página I
EDITORIAL
A partir da Assembléia dos Bispos, realizada nos dias 30 de abril à 9 de maio em Itaicí/SP, já temos em nossas mãos as Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil.
O objetivo geral apresentado, afirma que a igreja, sendo imagem do Deus Trindade, nela todos os Batizados assumem em comum a mesma missão: Evangelizar.
O documento está dividido em três capítulos:

CAPÍTULO I - MISSÃO DA IGREJA: EVANGELIZAR. Aqui ressalta o ministério da Palavra, da Liturgia e da caridade.
O que chama atenção neste capítulo é a referência feita à catequese. Veja o que diz:
"O Serviço da Palavra exige o ministério da catequese. Hoje, na cultura marcadamente pluralista, os ambientes da escola, do trabalho e da vida social de modo geral não comunicam os valores cristãos. A própria família está incapacitada para assumir sozinha a responsabilidade da educação da fé. Neste contexto, a catequese, em processo de renovação, adquire uma nova importância. Sem reduzir seu dinamismo em relação às crianças e aos jovens, coloca sua prioridade na "catequese adulta com adultos", na verdade modelo para todas as formas de catequese. Também é oportuno incentivar e orientar a catequese em família, com a participação dos pais, apoiando-os na educação religiosa dos filhos, desde a primeira idade. Haja, por isso, um cuidadoso preparo dos catequistas e dos pais" (nº 23).

CAPÍTULO II - DIRETRIZES DA AÇÃO. NOVOS DESAFIOS NO INÍCIO DO NOVO MILÊNIO. Olha para o grande contexto da globalização e aponta sobretudo para: as desigualdades, inseguranças, medos, busca da felicidade pessoal em detrimento do empenho político e da solidariedade, desemprego e competição econômica, enfraquecimento das comunidades tradicionais, e busca de identidade por parte do indivíduo a partir de opções pessoais, fragilização da família. Sente-se que apesar do individualismo, há um crescimento dos movimentos sociais, e ainda o indivíduo sempre mais escolhe sua religião num contexto pluralista.

CAPÍTULO III - AQUI AS DIRETRIZES APRESENTAM TRÊS ENFOQUES INTERLIGADOS ENTRE SI: A PESSOA, A COMUNIDADE E A SOCIEDADE. Para cada âmbito destes enfoques são indicados: um desafio e pistas de ação.
As pistas de ação estão construídas sobre quatro eixos: serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão.
Nas pistas de ação algumas práticas importantes:
- A pessoa humana como prioridade de evangelização, especialmente os mais necessitados.
- A necessidade da acolhida em todos os espaços e ambientes...
- Educação para o diálogo, dentro do mundo pluralista em que vivemos.
- O anúncio de Jesus que possibilite à pessoa fazer um encontro e experiência com Deus, permitindo maior compromisso.
- Participação e valorização dos leigos, como testemunhas vivas de Cristo no mundo.
- Vivência de relações de solidariedade e fraternidade.
- Atenção especial a ser dada à família.
- Valorização das formas associativas e comunitárias.
- Ser uma Igreja samaritana, assumindo o compromisso do "mutirão nacional para a superação da miséria e da fome".
- Incentivo à participação política de todos os cristãos e cristãs.
- Formação de comunicadores.
- Todo cristão e cristã é chamado à testemunhar sua fé com muita coerência e compromisso, sendo em qualquer ambiente fermento de justiça e solidariedade.
As novas Diretrizes "sugerem um novo espírito, um novo ardor, um novo impulso ao processo evangelizador de nossa Igreja" (195).
Os(as) catequistas são convidados(as) a ler, a refletir as Novas Diretrizes e muito mais a comprometer-se com a Evangelização da pessoa, da comunidade e da sociedade, hoje e sempre.

Ir. Marlene Bertoldi

MUTIRÃO NACIONAL PELA SUPERAÇÃO DA MISÉRIA E DA FOME
Uma rede de luta por vida digna para todas as pessoas

O projeto "Fome Zero" do atual governo federal é um convite para todo cristão engajar-se não somente contribuindo em nível emergencial, mas assumindo a consciência cristã através do testemunho evangélico que será fator determinante na transformação da sociedade e economia "numa nova ordem voltada para o bem comum". É preciso que disponibilizemos tempo para estar ao lado de quem sofre, colocando-nos a serviço, pois só assim acontecerá de forma concreta a erradicação da miséria e da fome em nosso país.

Prof. Roberto Iunskovski

Página II (Bíblia)

NÃO HÁ O QUE TEMER

* As cartas de Pedro ajudando a "Ser Igreja no Novo Milênio" 6a. Parte *

A terceira série de exortações da primeira carta de Pedro é dirigida aos cristãos que sofrem por sua fé, exortando-nos à santidade e à prática de todas as virtudes. Somos pessoas realmente necessitadas uma das outras e por isso impulsionadas à prática do amor efetivo e afetivo no cotidiano de nossas vidas. A morte de Jesus vem em benefício de todos pois a partir deste ato, nossos sofrimentos tornam-se benéficos, conduzindo-nos a Deus quando eles provêm da prática da justiça. O Batismo é para nós o grande sinal para que assumamos o compromisso de viver e dar continuidade a missão de Jesus, manifestada em relação de fraternidade, de acolhida, de alegria, de pão e paz para todos.

Prof. Celso Loraschi


Página III

BATISMO, FONTE DE TODAS AS VOCAÇÕES

O seguimento de Jesus está sempre ligado a um momento forte de encontro com Cristo. Ele vai ao encontro, conversa, empolga o coração e faz o chamado de forma livre, espontâneo e criativo. Ao aceitar o chamado estamos rompendo com quaisquer ação de indiferença, individualismo, preguiça para assumir um novo projeto de vida "avançando para águas mais profundas", através de propostas que nos encorajam a dar novos passos investindo em situações concretas para a animação vocacional. A catequese propicia a criação de novas atitudes de vida baseado n justiça, na ética, na fraternidade, no respeito ao irmão formando cristãos que olham para a vida com esperança, com coragem.

D. Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis - MT


CATEQUESE RENOVADA
FONTES DA CATEQUESE

A Catequese Renovada, nos números 118 a 128 destaca os lugares da catequese. É ressaltado:
1. A comunidade cristã: o primeiro lugar onde o afeto, cuidado e apoio estão presentes. Inicia na família para depois expandir-se a outros grupos sociais que participamos.
2. Família: os pais são os primeiros e principais educadores da fé na família. Por isso é indispensável que a catequese coloque como prioridade os adultos pois a catequese de crianças e jovens dependem do apoio e do testemunho dos pais e responsáveis.
3. Escola: os cristãos que atuam nas escolas tem a missão de educar e motivar toda a comunidade para a fé por meio de testemunho.



4. Os meios de comunicação social:
constituem num importante instrumento para veiculação dos valores cristãos e de elementos da fé.

Irmão Nery, fsc
Assessor Nacional da Catequese

nery@telnet.com.br

Página IV

MISSA: ENCONTRO COM CRISTO E OS IRMÃOS
Sacramentos XXVI

A celebração dominical recebeu vários nomes com o decorrer dos tempos como: Ceia do Senhor, Eucaristia, Missa. Após o Concílio Vaticano II recuperou-se o nome de "Ceia do Senhor" e "Eucaristia". Felizes os convidados para a "Ceia o Senhor".
1) DINÂMICA:
1. Passar uma caixinha com as frases que seguem para os participantes.
2. Cada um dirá se concorda ou discorda e o porquê.
a) A missa é festa de fraternidade e de celebração da vida.
b) A missa é uma festa de encontro com Jesus Cristo e com os irmãos, onde a vida se faz presente com seus anseios e angústias, alegrias, esperanças e lutas.
c) Importante é ir à missa com a família e os amigos.
d) Muitas pessoas não vão à missa porque dizem que não tem tempo.
e) Muitos cristãos só vão à missa na festa da Páscoa.
f) Missa é compromisso com os excluídos de pão.
g) Os horários da missa não permitem a maior participação dos cristãos.
h) Muitos cristãos pouco conhecem a Jesus e por isso, não sentem a necessidade de celebrar a Eucaristia.
i) A missa é para aqueles que tem vontade.
j) A celebração tem sentido quando vai da vida para a missa e da missa para a vida.
l) A missa é uma obrigação.
m) A missa é ação de graças, é memorial, é refeição, e é presença real de Jesus Cristo no meio da comunidade cristã.
n) Muitos gostam de algo festivo e a missa é celebração apagada sem participação.

A missa é uma exigência de vivenciar os gestos, as palavras e a vida de Jesus por isso, deve receber o devido respeito e apreço, bem como uma participação consciente, piedosa e ativa, compreendendo seus ritos e orações. Para tanto exige que seja bem preparada, bem presidida e bem celebrada.

Ir. Marlene Bertoldi
Coordenadora Arquidiocesana de Catequese


"UM ESPELHO DA VIDA"
Is 43,1-5a

Introdução
Procure um ambiente silencioso, toque uma música bem suave, fique numa posição bem relaxada. Acenda uma vela, ponha uma flor. Coloque-se na presença de Deus e fique assim em silêncio durante alguns instantes.
Assim diz o Senhor, aquele que te criou, Jacó,
aquele que te modelou, Israel
:
"Não tenhas medo. Fui eu quem te resgatou,
chamei-te pelo próprio nome; tu és meu!
Se tiveres de atravessar pela água, contigo estarei
e a inundação não te vai submergir!
Se tiveres de andar sobre o fogo, não te vais queimar,
as chamas não te atingirão!
Pois eu sou o Senhor, teu Deus,
o Santo de Israel, o teu Forte! (...)
És muito precioso para mim
e mesmo que seja alto o teu preço,
é a ti que eu quero!"

1º passo
O povo sente-se amado por Deus, protegido contra os perigos que o ameaçam. O profeta Isaías exprime esta experiência de Deus nas lindas palavras acima citadas. Leia com toda atenção as palavras de Isaías. Leia também Is 41,8-10.13-14 e Is 44,1-4. Perceba a semelhança dos textos e sua profundidade de experiência de Deus.
2º passo
Deus me criou, me modelou, diz o texto de Isaías. E o Salmo 139,13 diz: "Foste tu que criaste minhas entranhas e me teceste no seio da minha mãe".
Deixe penetrar em sua alma este pensamento maravilhoso. Imagine-se neste estado em que começou a existir no seio da sua mãe pela obra maravilhosa de Deus. Fique alguns momentos nisto.
3º passo
"Chamei-te pelo próprio nome; tu és meu!"
Pronuncie interiormente seu nome. Diga: "sou teu(tua), meu Deus."
Repita isto mais vezes, até sentir toda a maravilha desta verdade.
4º passo
"Se tiveres de atravessar pela água, contigo estarei. Se tiveres de andar sobre o fogo, não te vais queimar."
Há momentos em nossa vida em que nos sentimos desesperados, atingidos por profundo sofrimento. Se você se encontrar nesta situação, medite sobre este versículo. Expresse a Deus seu medo e sofrimento e procure abandonar-se nos braços dele.
5º passo
"Tu és muito precioso(a) para mim; é a ti que eu quero."
Você sente que é precioso(a) para Deus? Já o experimentou alguma vez? Quando? Como? Este pensamento está bem presente na sua vida?
Diga algumas vezes: "Senhor, eu sei que sou muito precioso(a) para ti."
Deixe as palavras caírem no seu coração até ficar em silêncio profundo. Fique assim o tempo que puder.
6º passo
Como eu posso irradiar a riqueza do amor de Deus ao meu redor?
Já me conscientizei de que Deus olha os outros com o mesmo amor que sente por mim? Isto tem alguma conseqüência para minha vivência?
7º passo
Escolha um versículo para repetir várias vezes durante o dia.

Inês Broshuis - Catequeta

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