"Vem, Espírito Santo de Amor!
Vem a nós, traze à Igreja um novo vigor!"

A edição de junho do Catequese Caminhando já está circulando e, de maneira muito especial, trata do dia de Pentecostes, a manifestação extraordinária do Espírito Santo sobre a comunidade de fé, que marca a fundação da Igreja dos seguidores e das seguidoras de Jesus Cristo. Este resumo é uma amostra das belas e agradáveis matérias editadas no jornal. A você, amigo e amiga internauta, desejamos uma salutar leitura do encarte Catequese Caminhando.


Página I
EDITORIAL
A narração da descida do Espírito Santo sobre os 120 discípulos e discípulas no dia de Pentecostes descrita por Lucas, aponta o ideal que deve orientar a caminhada de nossas comunidades de hoje.
Quem pode conter o vento, o fogo e as línguas do Espírito? A simbologia nos indica a força vital e a energia divina que dá vida às criaturas.
A festa de Pentecostes acontece em Jerusalém, a maior cidade da Palestina, da época. Nesta ocasião estava cheia de peregrinos. No entender de Lucas era gente piedosa, gente aberta aos apelos de Deus. Vinham de todas as partes do mundo. Com tudo o que estavam vendo e ouvindo se perguntavam: O que quer dizer tudo isso? (At 2, 12)
Os apóstolos, de medrosos (Jo 20, 19) abrem, agora as portas e enfrentam a multidão (At 2, 14). Dão testemunho corajoso, anunciam a Boa Nova, ainda que em meio a tantas dificuldades (At 13, 4).
O sentido de Pentecostes é muito atual para os nossos tempos, sobretudo em se pensar na grande diversidade de pessoas que convivem no espaço da cidade. Gente que vive de esperanças e que quer dar sentido à própria vida, e estão abertas à acolher a novidade da presença de Deus.
Muitos de nossos adultos da cidade, como os apóstolos, cada vez mais despertam para um maior compromisso com a sua fé. Porém, vê-se ainda muitos que são meros espectadores, apáticos, com uma fé desencarnada e individualista.
Mesmo em meio a tanto securalismo, muitos Pentecostes acontecem, que não são percebidos, porque a força do Espírito atua no escondido, no ordinário da vida de cada dia: no diálogo franco e aberto para a construção da paz e da justiça, na superação da fome e da miséria, na alegria das crianças que são acolhidas, na maior participação da juventude, no afagar carinhoso dos idosos, na aceitação da dor, no servir sem buscar recompensas, na oração silenciosa, no pedir desculpas, no olhar atencioso de todo tipo de atendente, na escuta de alguém...
O que fazer para que os adultos percebam que este é o tempo favorável? E que os sinais são muitos?
Cabe a cada líder, animador, agente, fazer o povo protagonista de sua caminhada e não ter medo de ousar, avançar, anunciar...
Sinalizados com o fogo do testemunho, com o vento da coragem e com a língua do ardor da Palavra podemos trabalhar para que as nossas comunidades urbanas sejam sobretudo, comunidades de partilha.
- PARTILHA DA VIDA. "E colocavam tudo em comum" (At 2, 44). Partilhar não só os bens, mas também os sentimentos as experiências de vida...
- PARTILHA DA PALAVRA. "Com coragem, anunciavam a Palavra de Deus" (At 4, 31). Manter-se em comunhão, em diálogo, em oração, respeito ao diferente...
- PARTILHA DO PÃO. "Eram perseverantes na fração do pão" (At 2, 40). Encontrar-se ao redor da mesa para celebrar, viver momentos festivos, alegrar-se bendizer a vida, expressar a amizade, acolher-se mutuamente, sem preconceitos ou exclusões.
- PARTILHA DOS BENS. "E entre eles não havia necessitados" (At 4, 34). Colocar em comum tantos bens existentes. Fazer a experiência de ter e ser um "coração misericordioso".
A partilha é a atitude visível da presença do Espírito, a ponto que o homem e a mulher urbanos de hoje, poderiam dizer: "O que quer dizer tudo isso"? (At 2, 12).

Ir. Marlene Bertoldi

O PENTECOSTES E A PAZ

Na Solenidade de Pentecostes, a Igreja celebra o maravilhoso dom do Espírito Santo. Este Espírito é dado a nós como o mais sublime dom do Pai e do Filho. Dentre tantas obras maravilhosas do Espírito está o dom da paz universal, a paz nos corações humanos do mundo inteiro. Toda a humanidade anseia pela paz, que é fruto do Espírito de Deus e deve ser construída com a Sua graça. A paz, como fruto de Deus, é resultado de uma colaboração entre a graça e a liberdade. Então, impulsionados pelo Espírito Santo, tomemos iniciativas de promoção da paz, da justiça, do bem...

Diácono André Gonzaga


Página II (Bíblia)

EM JESUS-SERVO, A LIBERDADE E A ALEGRIA

* As cartas de Pedro ajudando a "Ser Igreja no Novo Milênio" 5a. Parte *

Nesta segunda série de exortações da primeira Carta de Pedro, quer-se mostrar Jesus, não triunfalista, mas servo da verdade, do amor e da justiça. E seus seguidores assumem a mesma atitude de Jesus e suas conseqüências, sem entrar no jogo dos dominadores.
Para os cristãos e as cristãs é fundamental o testemunho da vida cotidiana, pois as atitudes mostram mais que as palavras. Por isso, os leitores e as leitoras desta carta devem assumir boas relações com as autoridades, com os patrões, entre esposos, tendo para com todos compaixão e misericórdia, a exemplo do Cristo.

Prof. Celso Loraschi
Professor da UNIPLAC e assessor de Bíblia do CEBI em Lages


Página III

BATISMO, FONTE DE TODAS AS VOCAÇÕES

O Ano Vocacional-2003 busca sua inspiração em Lc 5,1-11: "Avancem para águas mais profundas..." Jesus, à beira do lago de Genesaré, percebe o desânimo dos pescadores, entre eles os primeiros Apóstolos, que durante à noite nada pescaram. Ao mandato de Jesus, lançam suas redes, de novo, ao mar e pescam tamanha quantidade de peixes. Frente a este sinal, as pessoas imprecionam-se com Jesus e assumem seguí-lo, pois Ele é o Mestre que anuncia a Palavra, que atrai, que desperta, que fascina, que vai ao encontro.
A catequese deve assumir este jeito maravilhoso, como Jesus, de empolgar as pessoas, de atraí-las para o Reino...

D. Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis - MT


CATEQUESE RENOVADA
FONTES DA CATEQUESE

A Catequese Renovada encontra seu conteúdo, sua força e sua metodologia em quatro grandes fontes: 1. Sagrada Escritura: A Bíblia, é o livro por excelência da catequese, pois na Bíblia a catequese encontra alimento são e vigor santo.
2. Tradição da Igreja: É a missão que Jesus confiou aos seus seguidores de pregarem a Palavra de Deus. Portanto, a catequese deve ser fiel a esta Tradição, que inclui toda a Doutrina da Igreja.
3. Liturgia:
A Liturgia, alimentada nas Escrituras, é fonte e meta essencial para a catequese. A catequese deve educar para a vida celebrativa.
4. Realidade das pessoas e do povo:
Deus continua falando, como sempre o fez, ao povo, pelos sinais dos tempos. Assim, as situações históricas e as aspirações autenticamente humanas são parte indispensável do conteúdo da catequese.

Irmão Nery, fsc
Assessor Nacional da Catequese

nery@telnet.com.br

Página IV

ALIMENTAR-SE DO PÃO DA PALAVRA
e DO PÃO DA EUCARISTIA
Sacramentos XXV

O Concílio Vaticano II confirmou a igual importância que têm a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. Tanto a Dei Verbum (DV 21) quanto a Sacrossanctum Concilium (SC 56) definem a grandeza de uma boa participação da missa inteira, devido à importância de suas partes.
1) DINÂMICA:
Para entendermos melhor vamos partir do texto bíblico de Lc 24, 13-35, que nos faz refletir sobre a caminhada celebrativa feita com Jesus e a comunidade.
- Ler e dramatizar o texto.
- Transcrever as partes mais importantes (Pode-se escrever as frases que destaca cada parte).
- (Ou ainda, para crianças desenhar cada parte).
1ª parte - Jesus caminha, aproxima-se como amigo dos discípulos, escuta, sente seus problemas e a realidade que estão vivendo (Lc 24, 13-24).
2ª parte - Jesus retoma com eles a Sagrada Escritura iluminando os fatos que faziam sofrer seus amigos.
Eles descobrem nas Escrituras, sinais de vida e de esperança (Lc 24, 25-27).
3ª parte - Jesus se dá a conhecer no gesto comunitário de partilha do pão na celebração da ceia (Lc 24, 28-31).
4ª parte - a experiência realizada na partilha da Palavra e do pão, os faz "abrasar o coração" e portanto, vão anunciar a todos isto é, à comunidade, o acontecido (Lc 24, 32-35).
Nós também percorremos um caminho com Jesus como os discípulos de Emaús, quando nos reunimos para celebrar a eucaristia.
Neste caminho celebrativo Jesus faz estrada conosco, onde vivenciamos várias situações humanas: encontramos e acolhemos pessoas, pedimos perdão pelas nossas faltas, agradecemos a vida que temos, escutamos a Palavra de Deus e a Palavra da comunidade, professamos publicamente a nossa fé, ofertamos os bens e a nossa vida, nos alimentamos e assim fortalecidos com as duas mesas estaremos dispostos a testemunhar e assumir compromissos, próprios de cristãos comprometidos na construção do Reino de Deus.

Ultimamente, a Bíblia é o livro de presença marcante nas celebrações do povo. Pois esta Palavra de Deus faz caminho e constrói comunidades, ilumina, encoraja, questiona, cria esperança, força e coragem. Por isso, a catequese tem que fazer uma boa iniciação à escuta da Palavra de Deus.
Igualmente, a mesa do Pão é força na caminhada do povo. É a comunhão, a unidade entre as pessoas, a energia entusiasmante, cuja fonte é o Deus-alimento. A comunidade encontra-se para celebrar a vida, partilhar alegrias e sofrimentos, solidarizar-se, alimentar-se do Pão da Vida...

Ir. Marlene Bertoldi
Coordenadora Arquidiocesana de Catequese


"UM ESPELHO DA VIDA"
1 Rs 19,11-13a

O Senhor disse a Elias: "Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor."
Então, o Senhor passou.
Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava no vento.
Depois do vento, houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto.
Passado o terremoto, veio um fogo, mas o Senhor não estava no fogo.
Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa.
Ouvindo isto, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta.
Então, o Senhor lhe falou...
1º passo - Introdução
O profeta Elias fugiu de Jezabel, a mulher do Rei Acab. Ela quis matá-lo, porque Elias enfrentou o Rei, matando muitos dos seus profetas. (cf 1Rs cap.18 e 19,1-10)
Elias andou pelo deserto, pedindo a morte a Deus. Mas veio um anjo que o alimentou com pão e água e lhe mandou continuar a caminhada. Elias andou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus.
O povo de Deus fazia sua experiência de Deus, muitas vezes, através das forças da natureza. Tudo lhes falava de Deus, do seu poder e dos seus castigos. (É muito interessante ler os seguintes textos: Ex 19,16-20; Is 29,6 e Is 66,15-16. São forças da natureza que incutem medo e pavor, e significam o poder e a majestade de Deus.)
Mas, no trecho que colocamos para nossa reflexão, Deus se mostra diferente.
Vamos ler 1Rs 19,11-13a (texto acima)

2º passo
Elias ouviu uma brisa leve e Deus estava nela.
Que diz isto para nós?
O encontro de Deus, a profunda experiência de Deus, geralmente se dá no silêncio.
Qual o valor do silêncio em nossa vida? Nós a cultivamos? Tiramos tempo para estar a sós com Deus? Quais as dificuldades encontradas?

3º passo
Segue uma bela reflexão que alguém escreveu a partir do texto que acabamos de ler.
Leia este texto com muita atenção, bem devagar, observando as frases que mais combinam com sua própria experiência de vida. Fale sobre isto com Deus.
Se esta reflexão for feita com mais pessoas, pode haver uma partilha sobre aquilo que mais tocou. (Onde estão os trovões e relâmpagos na nossa vida?; já experimentamos a bonança?; como sentimos a presença de Deus invadir o nosso coração?...)

Depois de andar quarenta dias e quarenta noites,
cheguei à montanha.
Quase me perdi entre os rochedos.
O trovão da minha angústia estrondeava
e o relâmpago quis me ofuscar.

Mas, então, veio a bonança... um panorama...
Deus me pediu que viesse para fora,
olhasse a luz, abrisse as mãos e respirasse fundo.

Enquanto a brisa suave de Deus acariciava meu rosto, cantei:
Tu me dás tempo para viver.
Tu me chamas à Luz.
Eu te aspiro, tu me animas, nós nos tocamos...

Sê força em mim para que eu seja forte.
Move-te dentro de mim para que eu sinta vida.
Sê ternura em mim, para que eu não seja rígido(a).
Sê luz em mim para que eu veja o caminho.
Sê fogo em mim para que eu não me apague.
Sê uma fonte em mim para que eu encontre água viva.

Chama-me por meu nome
para que, renascida(o) em teu Espírito,
eu viva como tu me plasmaste
quando me deste tempo para viver.

Inês Broshuis - Catequeta

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