Página I
EDITORIAL
O mês
de março é um mês intenso para a caminhada da
Catequese.
Muitas
paróquias realizam semanas catequéticas para atingir
a formação dos seus catequistas.
A formação continua sendo um dos grandes desafios para
toda a Igreja, especialmente para a catequese.
Um mundo exigente e de constante mudanças faz com que
os agentes se sintam despreparados, muitas vezes sem apoio, para trilhar
com mais segurança um caminho de perseverança e de testemunho
perante a comunidade onde vivem.
Diz o documento de Estudo da CNBB, nº 73 - Catequese para um
Mundo em Mudança: "A catequese precisa de gente capaz
de se preparar, disposta a aprender sempre mais, para dar um testemunho
convincente da fé.
Não basta boa vontade, é preciso uma atualização
dinâmica que inclui leitura de jornais, cursos, assistir aos
noticiosos, saber o que se passa na comunidade e no mundo, ser capaz
de usar a linguagem e os recursos da comunidade ou da cidade.
Mas requer, também, uma grande intimidade com a Palavra de
Deus, com a doutrina e a reflexão de Igreja, conhecendo os
documentos, mais importantes que visam orientar a pastoral. É
claro que isso é mais fácil dizer do que fazer, mas
sem levar a sério a formação não se avança
e só se fabricam problemas" (Nº 38).
É preciso criar em nossas paróquias um projeto
de formação. Através deste, seja possível
uma continuidade, não permitindo a repetição
dos mesmos assuntos a cada ano.
É necessário ainda, dar uma atenção especial
aos catequistas novos, pois, não se nasce catequista, mas,
se faz melhor caminho, quando se apresenta os instrumentos adequados,
podendo andar com mais segurança, para não desanimar.
Hoje, não é mais possível, nenhum trabalho
sem parcerias. Assim é a catequese. Sente-se cada vez mais,
a necessidade de estarmos integrados com outras pastorais, sobretudo
com as mais diferentes lideranças. A formação
precisa se estender além dos catequistas, isto é, ir
à família, à comunidade, às pastorais,
grupos de reflexão, círculos bíblicos, movimento,
CPPs, CAEPs.
Todo pároco é um "educador de fé".
Diz o Diretório Geral para a Catequese: "Os presbíteros
estimulem a vocação e o trabalho dos catequistas, ajudando-os
a realizar uma função que brota do Batismo e se exercita
em virtude de uma missão que a Igreja lhes confia" (DGC
224).
Cabe, portanto, ao pároco acompanhar, estimular, motivar os
seus catequistas para um bom exercício desta missão.
Para este ano, alguns conteúdos não podem faltar no
projeto de formação:
1) Ano vocacional: Batismo, fonte
de todas as vocações.
2) Catequese com adultos.
3) Documento: Catequese Renovada nº
26.
4) Documento de estudo da CNBB: Crescer
na Leitura Bíblica.
5) As Novas Diretrizes da CNBB (após
a Assembléia dos Bispos).
6) Planejamento e Metodologia.
Cada paróquia precisa, através do seu planejamento assumir
algumas prioridades para poder perseguí-las em todas as áreas
e por todos os agentes.
O importante é não caminhar sozinho, sozinha. O próprio
Jesus formou e viveu com um grupo. O grupo de catequistas ajuda a
superar dificuldades, é espaço de diálogo, comunhão
fraterna, partilha de problemas e busca de soluções.
Desejamos a você catequista, que com sua força,
mística e entusiasmo possa transmitir todo o seu carisma catequético
no seu grupo, para fazer de sua missão, um verdadeiro anúncio
e testemunho de Jesus Cristo.
Ir.
Marlene Bertoldi
A
MÍSTICA DO PLANEJAMENTO
O
planejamento na ação pastoral é a atitude de
quem crê, de quem ouve o que Deus tem a dizer; é a atitude
de quem se dispõe a ser instrumento do projeto de Deus; é
a atitude de quem olha a realidade com o olhar de Deus, para julgá-la
e transformá-la segundo o projeto de Deus.
O Pe. Vitor Galdino Feller, professor do ITESC (Florianópolis/SC),
enfatiza que no planejamento há estreita relação
entre a reflexão e a ação. Tal
ação é pensada, organizada e avaliada.
Por isso, no planejamento pastoral olha-se a realidade com os mesmos
olhos de Deus. O agente da pastoral deve VER, JULGAR, AGIR como
Deus.
Página
II (Bíblia)
VOCÊS
SÃO O POVO ELEITO DE DEUS!
* As cartas de Pedro ajudando a "Ser Igreja
no Novo Milênio"
2a. Parte *
As
cartas de Pedro foram escritas, em Roma, por volta do ano 100, como
resultado de uma reflexão da comunidade, preocupada em fortalecer
a fé e a coragem dos irmãos e irmãs em dificuldades
na Ásia Menor.
O
prof. Celso Loraschi (Lages - SC), nesta
edição, propõe a estrutura da primeira carta
de Pedro, como esquema para a reflexão das próximas
edições (quatro séries de exortações):
1- Viver na santidade para construir
a casa de Deus; 2 - Seguir a Jesus
Servo; 3 - esperança militante
diante das perseguições; 4
- perseverança nos sofrimentos.
Como introdução (1Pd 1, 1-12) percebe-se o endereço,
uma saudação inicial e o louvor a Deus. Nesta parte
está indicada a autoria e os destinatários das Cartas
de Pedro. A característica das comunidades, destes destinatários,
é que eram formadas por pessoas estrangeiras (peregrinas e
forasteiras), que viviam na dispersão (tradição
do êxodo) e pessoas eleitas.
Página
III
BATISMO,
FONTE DAS VOCAÇÕES
"A
vivência de uma vocação e a consciência
de vivê-la dá sentido para a vida, abre caminhos de esperança
e motiva para a missão". D. Juventino Kestering,
bispo de Rondonópolis/MT, reflete que toda vocação
brota do batismo.
Todas
as pessoas batizadas são chamadas para a missão. A "fonte"
do batismo é a origem de toda vocação, serviço
e ministério cristão. "Avançar para águas
mais profundas" significa avançar, ousar, romper com
a acomodação, assumindo compromissos cristãos.
O ano vocacional deseja "gerar uma nova mística e uma
nova espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo".
CATEQUESE
RENOVADA
O
documento "Catequese Renovada" é um texto
oficial dos bispos do Brasil, aprovado por unanimidade em 1983, em
sua assembléia geral. É um peso importante entre as
orientações e normas que os bispos produzem para a Igreja
no Brasil. Catequese Renovada, porquê? 1.
O catecismo não mais respondia ao que a Igreja realizava
para se renovar com o Concílio Vaticano II; 2.
A mudança acelerada do mundo exigia dos católicos
nova compreensão e vivência da fé. Catequese Renovada
é um processo de vida pessoal e comunitário; é
uma profunda experiência de encontro pessoal e comunitário
com Jesus; é uma interação entre fé e
vida; é uma educação para a vida de fé,
compromisso com a comunidade e engajamento na missão. Eis o
que aprofunda o catequeta Ir. Nery, fsc.
Página
IV
COMO
SE CHAMA ESTE SACRAMENTO?
Sacramentos
XXII
A
Ir. Marlene Bertoldi, coordenadora de catequese da Arquidiocese
de Florianópolis, continua a reflexão sobre a Eucaristia,
que é o coração da vida cristã, é
o "sacramento do amor, sinal de unidade, vínculo de caridade,
banquete pascal em que Cristo é reconhecido como alimento".
DINÂMICA
. Trazer
presente a multiplicidade de nomes que são dados à Eucaristia.
.
Colocá-los em faixas e distribuí-los aos presentes.
. Cada participante
exprimirá em poucas palavras o que entende pelo termo recebido.
Também, ligará o termo com a vida diária do nosso
povo.
. Após, em duplas,
completam seus conhecimentos e vivências.
. Fazer uma partilha
com o grande grupo expressando a reflexão em forma de símbolo.
Nomes:
Eucaristia, Ceia do Senhor, Fração do pão, Assembléia
Eucarística, Memorial, Santo Sacrifício, Comunhão,
Santa Missa, Aliança, Cordeiro Pascal, Reunião, Refeição,
Banquete Fraterno, Páscoa, Santíssimo Sacramento, Sinal
de Reconciliação Universal, Fração do
Pão, Sintonia com o Universo, Tempos novos, Santa e divina
Liturgia...
. Colocar no centro
do grupo um pão. Cada participante expressará, a partir
do nome relacionado com a eucaristia, uma oração que
pode ser de ação de graças ou de pedido de perdão.
. Todos os nomes podem
ser colocados ao redor do pão.
Na
caminhada da Igreja, a Eucaristia sempre esteve presente e se
tornou um elemento unificante para a vida dos cristãos e das
cristãs. Conheça os diversos nomes deste sacramento
e leia no próprio jornal gráfico seu significado: eucaristia,
ceia do Senhor, fração do pão, assembléia
eucarística, memorial, santo sacrifício, comunhão,
santa missa, aliança, cordeiro pascal, reunião, refeição...
"UM
ESPELHO DA VIDA"
Para
meditar este Salmo, procure um lugar silencioso. Se puder, ponha um
fundo musical, bem suave. Fique numa posição relaxante.
Procure afastar as preocupações do dia-a-dia.

SALMO
86 (vv 1-13a)
Inclina teu ouvido, Senhor; responde-me,
pois eu sou pobre e indigente!
Guarda-me, porque sou fiel;
salva teu(tua) servo(a) que em ti confia!
Tu és o meu Deus. Tem piedade de mim, Senhor,
pois é a ti que eu invoco todo o dia!
Alegra a alma do teu(tua) servo(a),
pois elevo minha alma a ti!
Tu és bom e perdoas, Senhor.
És cheio de misericórdia com todos os que te invocam.
Senhor,
atende 'a minha prece,
considera minha voz suplicante;
No dia da angústia eu grito a ti,
e tu me respondes.
Entre os deuses não há outro como tu, Senhor;
nada que se iguale às tuas obras!
Todas as nações virão
para prostrar-se em tua presença, Senhor,
e bendirão o teu nome.
Tu és grande e fazes maravilhas;
tu és o Deus único.
Ensina-me
o teu caminho, Senhor,
e caminharei segundo a tua verdade;
Mantém íntegro o meu coração
no temor do teu nome.
Eu te agradeço de todo o coração, meu Deus;
vou dar glória ao teu nome para sempre,
pois é grande o teu amor para comigo.
1º
passo: Leia o Salmo todo, bem devagar.
2º
passo: Qual o versículo que mais lhe tocou? Repita-o
algumas vezes. Deixe-o cair bem profundo no coração.
Faça a mesma coisa com mais alguns versículos mais tocantes.
3º
passo: Quais os pensamentos deste Salmo que têm ligação
com o tempo da Quaresma que estamos vivendo, apelando ao perdão
e à conversão?
4º
passo: O versículo "Entre os deuses não
há outro como tu" faz perguntar: há outros "deuses"
que desviam meu coração do caminho para Deus? Quais?
Fale com Deus sobre isto.
5º
passo: Termine sua oração, repetindo devagar
o versículo:
GRANDE É O TEU AMOR PARA COMIGO!
Repita-o muitas vezes, com intervalos, até que você repouse
totalmente na paz do Senhor. Fique assim o maior tempo possível.
Inês
Broshuis - Catequeta
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