Página I
EDITORIAL
Outubro
sempre nos traz presente a grande dimensão da Igreja, que é
a de ser toda missionária.
Todo/a batizado/a traz o selo da missão e portanto passa a
ser um missionário. É o próprio Jesus que nos
faz a proposta: "Vão e façam com que todos os povos
se tornem meus discípulos" (Mt 28, 19).
Se todo cristão/ã já tivesse assumido
esta responsabilidade, certamente a proclamação e o
testemunho do Evangelho teria ultrapassado muitas fronteiras e teríamos
um mundo mais humano e fraterno.
A missão que Jesus nos confere pode ser efetuada em
qualquer espaço, seja rural, de periferia, ou urbano.
Em nossas cidades, grandes ou pequenas vemos a fome, a miséria,
a violência, a fragmentação das famílias...
Deus precisa de nossos braços para acolher, amar e servir os
mais abandonados, excluídos e sofridos.
Nosso coração humano tem dois movimentos: um
para dentro e outro para fora. Assim é a missão do cristão.
Precisamos evangelizar com o testemunho e a presença os que
estão ao nosso redor: familiares, adultos, jovens, crianças,
mas também precisamos alargar os horizontes para além
de nossos próprios espaços: vizinhos, comunidades, países,
o mundo.
A palavra missão significa envio. Porém o termo
latino "missio" quer dizer "libertar" deixar andar".
O envio tem tudo a ver com libertação.
O envio pressupõe gratuidade. Ao colocar-se à disposição
para assumir algum trabalho, é preciso libertar-se de interesses,
que egoisticamente prendem e impedem de realizar o Reino de Deus.
Todo/a catequista que assume o chamado de Jesus, tem também,
um grande espírito missionário.
Um coração missionário:
* não tem medo de arriscar-se
e de anunciar;
* não fica quieto, enquanto
perceber que em sua comunidade tem gente sofrida e faminta;
* é um caminhante como
Jesus: visita, vai ao encontro, consola, acolhe...;
* convida as pessoas a tornarem-se
discípulas de Jesus, seguidoras de seu evangelho e anunciadoras
de seu amor.
* promove a justiça, a
solidariedade e defende a vida e a paz.
* assume com consciência
que ser batizado é também ser missionário e portanto
leva toda a comunidade a ser sujeito privilegiado da missão
universal, revelação do amor gratuito de Deus;
* cria um diálogo aberto
entre as pessoas superando qualquer dominação, violência...
* sabe que é possível
realizar relações fraternas entre gêneros, culturas,
pessoas e povos diferentes...
Você, como catequista, tem espírito e coração
missionário?
O que diz para você tantas carências existentes ao seu
redor e em países além fronteiras como os da África,
da América Central, da Ásia...?
É preciso ter vistas grandes, além do horizonte para
compreender a relevância da nossa missão nas dimensões
da partilha, da comunhão e da gratuidade.
Em sua comunidade fala-se, pensa-se a vocação missionária?
É algo estranho ou algo vivo, dinâmico próprio
da nossa Igreja?
Nos dia 17 a 20 de julho realizou-se em Belo Horizonte o congresso
missionário nacional, com o lema: Igreja no Brasil, tua vocação
é missão. Em novembro acontecerá na Guatemala
o (Comla 7) 7º Congresso Missionário Latino Americano,
com o lema: Igreja na América Latina, tua Vocação
e Missão.
Rezemos para que sejamos missionários, anunciadores apaixonados
na construção do Reino de Deus.
Ir.
Marlene Bertoldi
CRESCER
NA LEITURA DA BÍBLIA
Este
é o título do subsídio produzido pela CNBB, na
coleção "Estudos" número 86, que acaba
de ser publicado pela Paulus. Este subsídio vem preencher uma
lacuna em relação a falta de material para a animação
bíblica. O subsídio consta de sete capítulos
com as seguintes abordagens: 1. A Bíblia na realidade de hoje;
2. As múltiplas características da Bíblia;
3. A Bíblia fala de muitos modos;
4. Para um livro tão variado, muitas são as abordagens;
5. Algumas orientações básicas;
6. A Bíblia no ecumenismo e no diálogo inter-religioso;
7. Indicações positivas para a animação
bíblica. O estudo deste subsídio contribuirá
para o crescimento na verdadeira leitura da Bíblia, para fazer
acontecer, entre nós o Reino de Deus.
Pe.
Ney Brasil Pereira
Professor no ITESC
Página
II (Bíblia)
CHAVES-DE-LEITURA
DA PRIMEIRA CARTA DE PEDRO
* As cartas de Pedro ajudando a "Ser Igreja
no Novo Milênio" 9a. Parte *

Concluindo
o estudo sobre a Primeira Carta de Pedro serão revistos pontos
que funcionam como chave de leitura que ajudarão a conhecer
melhor nossa missão e animar nossa caminhada na construção
de um Novo Mundo. Apresenta os cristãos e cristãs da
Ásia Menor que vivem um "Novo Êxodo" ao
migrarem em busca de uma vida melhor. Aprofundando o sentido do Êxodo
e meditando as palavras dos profetas e sábios descobrimos que
nós somos um povo eleito, amado por Deus e conduzido por sua
mão. Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor, fazendo-se servo
de todos, rejeitado e morto, tornou-se a nossa pedra angular. A fé
em Deus misericordioso nos faz criaturas novas e por isso chamados
a andar numa vida nova, com um novo entendimento e com um novo modo
de agir. Andar no caminho da santidade, não mais envolvidos
nas trevas, mas em plena luz. E é no espaço sagrado
da casa de família que exercitamos o amor fraterno, fazemos
a memória de Jesus, celebramos o Batismo e partilhamos a Ceia.
Este caminho, se faz caminhando apesar das dificuldades de viver a
proposta de Jesus no meio de uma sociedade baseada em valores antievangélicos.
Estas dificuldades porém não vão impedir a realização
do Plano de Deus pois nos deixamos conduzir pela certeza de que Deus
é o "Senhor da história".
Prof.
Celso Loraschi
Página
III
BATISMO,
FONTE DE TODAS AS VOCAÇÕES
Vocação
é um chamado
para o serviço. É gratuidade em prol das pessoas, da
Igreja, da evangelização da proclamação
do Reino de Deus.
A vocação nasce na comunidade que tem como missão
despertar, cultivar, criar condições e acompanhar as
pessoas que mostram algum dom, talento ou vocação para
o trabalho no Reino de Deus. Cada pessoa batizada tem a responsabilidde
de viver bem o chamado, mas também de contribuir para que os
demais tenham condições de responder ao chamamento divino
para ser gente e para seguir Jesus. No texto base, o n. 124 diz: "É
necessário
ajudar os vocacionados a olharem para a decisão vocacional
como um serviço aos irmãos e como ascensão social
ou busca de uma posição privilegiada na sociedade e
na Igreja.
D.
Juventino Kestering/ Bispo de Rondonópolis - MT
E-mail: Juvake@terra.com.br
CATEQUESE
RENOVADA
C A T E Q U I S T A S
Ser Catequista é vocação
e missão. É
um dom de Deus mas que requer nossa resposta e nosso compromisso.
Para isso, é preciso preparar-se continuamente criando meios
para esta formação que depende de alguns fatores e dentre
eles sermos pessoas convertidas e engajadas pois agimos em nome da
Comunidade Eclesial. Outro fato que contribui para a formação
do catequista é ajudar na organização da comunidade
escolar pois se conhecermos a realidade a catequese se destacará
como prioridade e consequentemente recebera a atenção,
da comunidade eclesial. A CNBB publicou um livro na Coleção
"Estudos" (n. 53) dedicado a formação do catequista.
Foi destacado:
1 - a importância da formação
pessoal do catequista, comprometendo-se com Deus no engajamento na
comunidade Eclesial. Quando esta formação é realizada
em grupo torna-se mais sólida pois a experiência de comunidade
enriquece a todos;
2 - é preciso diferenciar
os encontros catequéticos do estilo acadêmico escolar.
Os encontros catequético priorizam a fraternidade, a comunhão
com Deus, a meditação onde os conteúdos partem
do coração, do amor, da fé. 3
- a catequese une coração (experiência),
intelecto (estudo) vontade (comportamento) e espírito (união
íntima e comunitária com Deus); 4
- quando trata-se de questões básicas da
fé, é preciso buscar apoio, enriquecendo assim os encontros,
numa atitude de humildade,... 5 -
Para formar catequistas é preciso também que haja uma
boa Escola de fé, com bons assessores que venha não
só desenvolver um trabalho ligado ao intelecto mas que zele
seriamente pela vida cristã como um todo. Este texto finaliza
convidando a estudar e refletir os numeros 144 a 151 do Doc. Catequese
Renovada.
Irmão
Nery, fsc
Assessor Nacional da Catequese
nery@telnet.com.br
Página
IV
EUCARISTIA:
COMUNGAR CRISTO É COMUNGAR A CRIAÇÃO
Sacramentos
XXIX
O
Ser humano é um todo e carrega consigo a criação.
Ninguém pode existir sem água, ar e sem o alimento que
vem da terra. Somos filhos da terra e toda a criação
do mundo é Eucaristia porque se torna elemento de transformação
e de doação: O trigo, a uva, os animais morrem, doam-se,
tornando-se vida para gerar mais vida porque o que morreu "ressuscita"
em nova qualidade de vida.
DINÂMICA:
Enfeitar uma mesa com gosto com vários alimentos:
água, espigas de trigo, milho, sementes variadas, ovos, patês,
pão, bolachas, mel, salames, óleo, vinho...
Discutir com o grupo:
1. Qual a relação
do alimento com o mundo criado?
2. O que era antes e é
agora? Qual a transformação acontecida? Com que finalidade?
3. Como cuidar do ar, da água,
da terra para sempre estarem a serviço de todos e de todas?
4. Quando podemos dizer que nossa
vida também é eucarística?
5. O que significa para nós:
Viver é um movimento eucarístico?
6. Fazer uma procissão,
colocando sobre o altar as oferendas, acompanhadas por preces de agradecimento.
Santo Agostinho dizia que Deus nos doou dois livros: A Bíblia
e a Natureza. É preciso cuidar bem da natureza, que é
vida, para poder entender a Bíblia.
A natureza é casa para todos e portanto não pode ser
tratada como um objeto qualquer, usando e abusando dos recursos naturais
com ganância, com egoísmo. Todos tem direito a desfrutar
da natureza.
Em meio a este mundo caótico é preciso resgatar a riqueza
simbólica da Eucaristia: -
sobre o altar estão os frutos da terra e do trabalho
humano. Ao nos alimentarmos da Eucaristia é preciso ter consciencia
de que a terra é mãe-geradora de vida para todos;
- a água simboliza a natureza humana que se transforma
no divino sangue de Cristo; -
o ar também presente no altar é alimento importante
envolvendo-nos durante nossas celebrações. Não
podemos nos acomodar e permitir que nossos recursos naturais sejam
poluídos. Que a celebração da Palavra e da Eucaristia
nos faça reagir diante da degradação produzida
pelos próprios humanos.
Ir.
Marlene Bertoldi
Coordenadora Arquidiocesana de Catequese
"UM
ESPELHO DA VIDA"
Is
40, 12-13a; 28-29; 31
Quem
foi que na concha da mão
calculou toda a água que há no mar?
Quem
mediu a palmos o céu?
Quem pôs no alqueire todo o pó da terra inteira?
Quem calculou o peso das montanhas
ou pôs as serras na balança?
Quem terá orientado o espírito do Senhor?
Acaso não sabes? Ainda não ouviste falar?
O Senhor é o Deus eterno!
Foi ele quem criou toda a extensão do mundo.
Ele não corre, nem se cansa,
nem é possível pesquisar sua inteligência.
É ele que dá ânimo ao cansado,
recupera as forças do enfraquecido.
Os que esperam no Senhor
renovam suas forças,
criam asas como águia,
correm e não se fadigam,
andam, andam e nunca se cansam.
Introdução
O profeta quer convencer os exilados em Babilônia de que os
ídolos dos opressores nada são. Não são
os deuses da Babilônia que agem, mas o Senhor YHWH. Assim, critica
qualquer forma de idolatria, sobretudo do poder e da riqueza. O texto
também mostra que Deus é sempre maior do que nossos
planos; ele nos ultrapassa infinitamente não podemos perscrutar
seus caminhos.
1º
passo: Saborear o texto
Leia o texto algumas vezes. O que chama mais sua atenção?
O que Deus poderia acrescentar mais em favores, prodígios e
benefícios?
2º
passo: Ver a realidade da vida
.Há "deuses falsos" em sua vida? Você espera
a felicidade de quem? De quê?
.O progresso material não assegura a felicidade. Já
experimentou isto? Como foi esta experiência?
.Quais são ou foram os momentos mais felizes na sua vida neste
último mês? O que lhe fez tão feliz?
.Foram aspectos materiais ou outros valores?
.Muitas vezes, não entendemos os caminhos de Deus. Interrogamos
o Senhor: "Que foi que fiz para merecer isto? Por que me tratas
assim?" Esta leitura dá alguma resposta, uma nova perspectiva?
.Leiamos agora, na Bíblia, Is 40,12-31.
3º
passo: Momento para falar com Deus
.A partir da realidade da sua vida, escreva um "salmo" expressando
seus sentimentos. (Se a reflexão for feita por mais pessoas,
os diversos "salmos" podem ser lidos e comentados, depois,
pelo grupo).
.Escolha
um versículo que muito lhe tocou e deixe-o ressoar no seu coração
durante o dia.
(É
interessante ler, em tempo oportuno, Jó, cap. 38 e 40,1-5.
Jó não está entendendo porque está sofrendo
tanto e pede a Deus uma explicação. Deus não
dá uma resposta, mas interroga Jó que se rende ao mistério
insondável de Deus).
Inês
Broshuis - Catequeta
Gostaria
de assinar o Encarte Catequético