Página I
EDITORIAL
Nestes
últimos tempos lideranças, agentes de pastoral, catequistas
e o povo em geral tem mostrado uma grande sede na busca da Palavra
de Deus.
Através de cursos, encontros, grupos de reflexão,
meditação, celebrações, leitura orante,...
a Palavra de Deus é o poço que dá respostas frente
a uma vida agitada, desvalorizada e muitas vezes confusa, sem referencias.
Foi a partir do Vaticano II que a Igreja despertou sobre a
importância da Palavra através de documentos: Sacrosantum
Concilium e da Dei Verbum e mostrou a grande riqueza oferecida e que
se torna alimento para o dia-a-dia.
No número 56, da Sacrosantum Concilium nos diz que a
"Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia estão estreitamente
unidas, que formam um só ato e culto". Portanto, a Palavra
de Deus assume o mesmo valor que a Sagrada Eucaristia.
A Dei Verbum, constituição do Vaticano II que
fala sobre a Revelação Divina, também nos desvenda
como nosso "Deus, em sua bondade e sabedoria, quis revelar-se
a si mesmo... Ele fala aos homens como a amigos e com eles conversa..."
(DV 2).
"Para Deus se comunicar adotou duas linguagens que se completam
mutuamente: a das palavras e a dos gestos ou acontecimentos"
(DV 2).
Deus sempre é comunicação e comunicação
de Amor, pois não se afasta de nós. Como nos diz São
Paulo: Ele não está longe de cada um de nós,
pois nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17, 27-28).
A Palavra de Deus necessita estar viva e atuante nas nossas
comunidades. Uma catequese sem a Palavra é como uma árvore
sem a sua seiva. Pouco a pouco enfraquece e morre, não dá
frutos, porque não resiste aos contra-tempos presentes em nossa
realidades.
Com insistência vemos nos Atos dos Apóstolos que a Palavra
fazia caminho, crescia à medida que era professada, vivida,
testemunhada e celebrada. "A Palavra de Deus, entretanto, crescia
e se multiplicava" (At 12, 24).
Pe. Tiago Alberione, canonizado neste ano, no dia 27 de abril assim
fala sobre a Palavra: "A Escritura é a carta que o Pai
Eterno nos enviou. Não nos arrisquemos a aparecer no tribunal
de Deus sem termos lido a carta do Pai Celeste, porque nos dirá:
não respeitaste nem amaste o que eu escrevi!"
O/a catequistas precisa ser um amante da Palavra, para isso:
1) - É preciso achegar-se
a ela assiduamente para manter um contato íntimo.
2) - É necessário
saboreá-la e traduzí-la em "alimento rico para
a mente e para o coração, para que se torne vida, terreno
fértil" (Cardeal Martini).
3) - Recomenda-se a assídua
Leitura Orante, leitura constante e perseverante. Para entendê-la
é preciso habitar, estar dentro das Escrituras, com uma conversa
familiar.
4) É importante não
fazer uma leitura fragmentada mas, "prestar atenção
ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura" (Dv
12). Portanto, conhecê-la toda será muito eficaz.
5) - A Palavra de Deus nos conduz
a uma prática de vida, sobretudo, para o diálogo com
as mais diferentes vivências religiosas. Mas também,
ao nos aproximar da Palavra se faz necessário que ela nos impulsione
para um maior compromisso com a libertação das escravidões
do nosso tempo e que a justiça floresça cada vez mais.
6) - A catequese deve haurir seu
conteúdo na única fonte de Revelação divina,
utilizando sabiamente a Sagrada Escritura... (CR 84).
Catequista, cabe a você ter um amor incondicional à Palavra
de Deus. Só se ama o que se conhece. Jesus nos convida a fazermos
estrada com Ele, como fizeram os discípulos de Emaús,
que no contato com a Palavra e com o Pão aqueceram seus corações
e o anunciaram ardorosamente.
Ir.
Marlene Bertoldi
GRITO
DOS EXCLUÍDOS
Tirem as mãos... o Brasil é nosso
chão
Setembro,
mês da Bíblia, Semana da Pátria, Grito dos Excluídos.
São fatos que se encontram e se entrelaçam numa sintonia
de aspirações, sonhos e projetos. A Bíblia retrata
a revelação de Deus na história de um povo que
luta com todas as suas forças em busca do sonho da Terra Prometida
e da Libertação. Nesta Semana da Pátria não
podemos esquecer das grandes mobilizações do povo como
a campanha contra a ALCA, Grito dos excluídos e outras iniciativas.
É preciso denunciar quaisquer formas de injustiça, de
dominação, de situação de fome, violência
que desrespeite a vida.
Ir.
Teresa Nascimento, IIC
Página
II (Bíblia)
ALEGRIA
NO MEIO DO SOFRIMENTO
* As cartas de Pedro ajudando a "Ser Igreja
no Novo Milênio" 8a. Parte *

Nesta
última série de exortações o fio condutor
é a "perseverança nos sofrimentos". Desde
o início do Movimento de Jesus após sua morte e ressurreição,
os cristãos e cristãs enfrentaram dificuldades de todo
o tipo sendo tratados com muito preconceito porque eram considerados
perigosos, podendo assim pervertir a ordem social: O Império
Romano, através de Nero e o Imperador Domiciano perseguiam
os cristãos e cristãs, denunciando-os e condenando-os.
Somos seguidores de Jesus que mesmo incompreendidos pelos poderosos
jamais renunciamos à verdade,
à justiça, ao amor. Por isso os leitores e leitoras
desta carta devem ser fiéis aos valores de igualdade e fraternidade,
combatendo toda forma de exclusão social pois a fé inabalável
em Deus nos garante firmeza interior e nos torna solidários
com todos que se empenham na construção de seu Reino.
Prof.
Celso Loraschi
Página
III
BATISMO,
FONTE DE TODAS AS VOCAÇÕES
O
"Ano vocacional"
nos impulsiona a aprofundar o valor e o sentido da palavra "vocação"
para a nossa fé e para nossa vivência como cristãos
na Igreja.
O
significado de vocação brota do batismo que é
a base de todos os ministérios. Jesus chama os discípulos,
os instrui e os envia em missão. Hoje Ele continua chamando-nos
para viver uma vocação. É o Espírito Santo
que age, ilumina, anima e conduz a missão de todos os vocacionados.
A vocação é amar pois "sem
amor não é possível pensar em vocações
verdadeiras". O Catequista e a catequista deve
viver bem o seu chamado, contribuindo de forma gratuita, para que
outros, também possam responder ao chamado de Deus no serviço
aos irmãos especialmente os mais excluídos e necessitados.
D.
Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis - MT
CATEQUESE
RENOVADA
AVANÇOS da
Catequese Renovada
O
doc. CR trouxe avanços que estão influenciando positivamente,
a renovação da Igreja, tais como: a educação
para a vivência da fé, inserindo os conhecimentos religiosos
dentro da vida da comunidade; a valorização da Bíblia;
inculturação e transformação levando em
conta a vida do povo, em vista de uma sociedade justa e solidária.
Fé e Vida, condição fundamental para a conversão
pessoal e para a transformação social; Opção
preferencial pelos pobres; fonte de espiritualidade; a dimensão
permanente da educação da fé e a dimensão
comunitária da catequese.
Irmão
Nery, fsc
Assessor Nacional da Catequese
nery@telnet.com.br
Página
IV
EUCARISTIA:
FONTE DE MISSÃO
Sacramentos
XXVIII
As primeiras comunidades cristãs de Jerusalém eram perseverantes
na escuta dos ensinamentos dos apóstolos e na comunhão
de vida, no partir o pão e nas orações.
Ao
reunir-se em família para celebrar a Eucaristia, visualiza-se
a igreja-família, a igreja-comunidade e a igreja-doméstica
expressando o que se vivia no dia-a-dia: acolhida, justiça,
igualdade. As primeiras comunidades eram missionárias, evangelizando
com um olhar atento aos apelos do mundo, indo ao encontro das situações
humanas. Desta forma, vivenciavam o amor misericordioso de Jesus no
acolhimento dos mais esquecidos.
DINÂMICA:
A) Distribuir as palavras ao grupo.
Podem ser escolhidas algumas conforme o grupo, contanto que estejam
ligadas com: EUCARISTIA E MISSÃO. Escrever cada palavra num
pedaço de papel.
1)
POVO, 2) EVANGELIZAÇÃO,
3) PÃO, 4)
NECESSITADOS, 5) MEMÓRIA,
6) AÇÃO DE GRAÇAS,
7) FRATERNIDADE, 8)
COMUNIDADE, 9) CEIA, 10)
IGREJA, 11) COMUNHÃO,
12) JUSTIÇA,
13) BANQUETE, 14)
DIGNIDADE, 15) VIDA, 16)
MISSÃO.
B) Solicitar para que cada participante
escreva mais 5 palavras, à partir da palavra recebida relacionando-a
com EUCARISTIA.
C) Após cada um ter escrito,
pedirão ajuda aos colegas e acrescentarão mais 3 palavras.
D) Em seguida reúnem-se
os números iguais para escolher as 5 palavras mais significativas
relacionadas a EUCARISTIA e MISSÃO.
A Igreja sempre foi chamada a realizar dois caminhos que se entrelaçam
entre si: o da missão e da comunhão. A Igreja no seu
caminho missionário é convidada a partilhar solidariamente
as alegrias, as esperanças, as tristezas e as angustias (GS
1) do nosso tempo, bem como a comprometer-se com a promoção
da paz. A força que alimenta o ideal missionário vem
da Eucaristia que é expressão de inclusão através
do grande gesto de partilha e da solidariedade. Jesus nos chama sempre
e a resposta a este chamado tem exigências como: configuração
a Cristo; vida fraterna; cultivo da gratuidade, conversão para
uma partilha permanente, trabalhar pela comunhão. A intenção
da missão de toda a Igreja é testemunhar Jesus Cristo,
convidando a todos/as à comunhão com o Pai e os irmãos.
Ir.
Marlene Bertoldi
Coordenadora Arquidiocesana de Catequese
"UM
ESPELHO DA VIDA"
Os
11,1-4.8-9
Quando
Israel
era criança, eu o amava;
do Egito chamei o meu filho.
Quanto mais, porém, eu os chamava,
mais de mim eles se afastavam.
Sacrificavam
vítimas aos Baals,
queimavam sacrifícios a seus ídolos.
Sim, fui eu quem ensinou Efraim a andar,
segurando-o pela mão.
Só que eles não percebiam
que era eu quem deles cuidava.
Eu os lacei com laços de amizade,
eu os amarrei com cordas de amor.
Fazia com eles como quem pega uma criança ao colo
e a traz até junto ao rosto.
Para dar-lhes de comer eu me abaixava até eles.(1-4)
Como poderia eu abandonar-te, Efraim?
Como poderia entregar-te, Israel?
O coração pula no meu peito,
as entranhas se agitam dentro de mim!
Não me deixarei levar pelo calor da minha ira.
Não, não destruirei Efraim;
Eu sou Deus, não um ser humano,
sou o Santo no meio de ti. (8-9)
Introdução
Na Bíblia, encontramos diversas imagens de Deus: Deus-guerreiro,
Deus-juiz; Deus-Senhor e Rei...
Mas há textos que apresentam Deus como o Deus-Amor, Deus com
coração de mãe.
(Observem: Efraim indica o povo todo, como também Israel)
1º
passo
Leia o texto devagar, diversas vezes.
Medite sobre os gestos amorosos de Deus.
Quais são os gestos bem maternos?
2º
passo
Leia o texto novamente, substituindo o "eles", "os"
e "Efraim" por VOCÊ. É Deus falando com você
mesmo(a).
3º
passo
Você sente esse amor caloroso de Deus em sua vida? Lembra-se
de algumas ocasiões em que o experimentou mais forte?
4º
passo
Escolha o versículo que mais lhe tocou e repita-o diversas
vezes, cada vez com maiores intervalos, até que você
repouse plenamente, silenciosamente, nos braços amorosos de
Deus. Fique assim o maior tempo possível.
5º
passo
Você deve ser para os outros um sinal do amor de Deus. Você
se faz presente, delicadamente, na vida dos outros, assim como Deus
o faz? Ou precisa melhorar?
6º
passo
Converse com Deus sobre aquilo que refletiu.
7º
passo
Tire um pensamento para se lembrar do amor de Deus por você,
durante o dia.
Seguem
alguns versículos que falam sobre o amor de Deus e sobre os
quais pode refletir durante a semana.
Is 46,3-4; 49,3-4; 49,15-16a; Jer 31,20; Sof 3,17.
Inês
Broshuis - Catequeta
Gostaria
de assinar o Encarte Catequético