Página I
EDITORIAL
Estamos
iniciando um novo ano.
O reiniciar nos evoca em primeiro lugar para o entusiasmo. Toda pessoa
entusiasta sabe o que quer e onde quer chegar. Além disso,
contagia o grupo, com qual trabalha.
Olhando para o dicionário a palavra entusiasmo é retraduzida
como força natural ou mística que impele a criar ou
a agir com ardor e satisfação; e mais dedicação
fervorosa, paixão por uma causa, ou, por um trabalho.
A causa maior é sempre Jesus Cristo. É por causa dele
e pelo seu projeto que nós nos colocamos como caminheiros,
perseguindo seus passos para a construção de seu Reino.
Dentro disto é possível pensar um/a catequista entusiasmado/a
que assume sua missão com vontade, com garra, mesmo em meio
às dificuldades e desafios.
O Diretório Geral de Catequese complementa as características
ligadas ao entusiasmo: "Com base numa inicial maturidade humana,
o exercício da catequese, constantemente reconsiderado e avaliado,
possibilitará o crescimento do/a catequista no equilíbrio
afetivo, no senso crítico, na unidade interior, na capacidade
de relações e de diálogo, no espírito
construtivo e no trabalho de grupo" (nº 239).
Com uma carga positiva de entusiasmo seremos capazes de planejar,
revisar, uma catequese melhor. E ainda, teremos forças para
construir em conjunto, em grupo, cada qual trocando seus saberes,
para que a catequese se torne uma riqueza para as nossas comunidades.
Este ano no nosso encarte, vamos ter algumas novidades, veja:
1 - Nosso querido biblista, Celso
Loraschi, escreverá sobre um livro do AT, precisamente sobre
o profeta Isaias II e III.
2 - Na terceira página
Dom Juventino trabalhará um novo conteúdo. Será
uma espécie de um vocabulário catequético.
São Palavras, conteúdos, expressões tipicamente
catequéticas que vem enriquecer nossa formação.
Você não pode perder. É bom catalogar tudo.
3 - Na mesma página teremos
também, Ir. Nery que falará sobre o nosso famoso Diretório
Nacional de Catequese.
4 - Na quarta página continuaremos
sobre sacramentos. Agora é a vez do Sacramento da Reconciliação.
Também vem aí a riqueza da fala de Inês, que neste
ano abordará textos do Novo Testamento.
Neste ano não podemos esquecer a CF 2004: Água, fonte
de vida. A catequese pode fazer um trabalho maravilhoso, possibilitando
maior consciência na preservação da vida como
um todo.
Agora é a sua vez de não perder a chance destas leituras.
Catequista bem informado é catequista que ajuda seus catequizandos
a crescerem em dobro.
Lembre-se, você é alguém chamado por Deus. Ele
promete ajuda, presença e força. Da nossa parte, ele
nos pede entusiasmo, perseverança e dedicação.
Ir. Marlene Bertoldi
CAMPANHA
DA FRATERNIDADE 2004
ÁGUA, FONTE DE VIDA
O
tema da CF 2004 é Água
enfocando os grandes problemas que o mundo enfrenta com relação
a sua escassez, poluição e privatização.
O texto registra o objetivo geral da campanha ressaltando que a água
é patrimônio e direito de todos os seres vivos. Ao registrar
dados estatísticos sobre a situação da água
no mundo, a Igreja alerta a todos para que tenham garantido a água
e água boa para beber. Faz também uma relação
de corresponsabilidade entre a CF 2004 e o Mutirão Nacional
de Superação da Miséria e da fome da CNBB.
O texto lista as diversas formas de utilização da água
conscientizando sobre a importância livre e responsável
de seu uso e não como mercadoria. A água é fonte
de vida e através dela temos o início da vida cristã
pelo Batismo. A água é citada em diferentes situações
e significados na Bíblia, mas sempre apresentada como Dom da
natureza e celebração da vida. Essa água é
nossa! Gn 26, 20.
No final
do texto são apresentadas sugestões para a mobilização
da sociedade em prol da defesa deste bem tão precioso que é
a água.
Carla
Cristini de Oliveira Guimarães
Equipe Executiva
da Ação Social
Arquidiocesana - ASA - Fpolis., SC
Página
II (Bíblia)
UM
PROFETA DO CONSOLO, DA CORAGEM E DA ESPERANÇA
(O
profeta Isaías II conversando com os cristãos e cristãs
de
hoje - 1a. parte)
O texto
inicia apresentando Isaías II também chamado segundo-Isaías
de Dêutero-Isaías. Este livro foi escrito na época
do exílio na Babilônia apresentando uma mensagem de esperança
e consolação.
Ele
assumiu a defesa dos direitos dos pobres, vítimas do sistema
de Monarquia que privilegiava os interesses de uma elite ligada ao
palácio e ao templo.
Em seguida o texto relata a experiência vivida pelo povo na
caminhada do Êxodo onde Deus foi revelando o seu Projeto que
garante vida plena para todos através da partilha de bens.
Também faz referências ao poder determinando que deve
ser exercido a partir de pequenos grupos de base. E isto foi concretizado
na terra da Promessa onde 12 tribos esforçaram-se para colocar
em prática os princípios de uma economia partilhada
e uma política descentralizada conforme o Projeto de Deus.
Isto durou 200 anos e se aconteceu no passado é possível
acontecer em qualquer momento da história.
A Monarquia porém quebrou o Tribalismo e o povo ficou excluído
a mercê dos mandos de cada rei. Muitos profetas assumiram a
missão de ser porta voz dos excluídos e, por isso, foram
perseguidos e assassinados. Isaías primeiro registra do capítulo
1 a 39 a exploração do povo sob o poder da Monarquia
relatando as denúncias e anúncios deste grupo profético
e como o espírito de Deus manifesta-se nesta missão.
Do capítulo 40 a 55 relata a época do exílio
na Babilônia e a postura do rei da Babilônia permitindo
liberdade de expressão religiosa e de organização
social, desde que isto não signifique ameaça aos seus
interesses imperialistas. Apesar de muitas pessoas exiladas sentirem
a perda da esperança, Isaías diz que o tempo é
de refazer utopias e de reorganizar a esperança de um outro
mundo possível.
Prof.
Celso Loraschi
Página
III
"CONHEÇA
O SIGNIFICADO"
Dom Juventino Kestering, bispo
de Rondonópolis-MT, apresenta o planejamento para o ano de
2004, neste espaço do encarte "Catequese Caminhando".
A
dinamicidade da catequese exige atualização constante
e esta coluna apresentará temas já definidos pela equipe,
mas também está aberta a sugestões. É
ressaltando também a importância da formação
permanente e atualizada dos evangelizadores frente a tantos desafios
que o mundo nos coloca. Diz também que cada tema terá
uma explicação do sentido das palavras, enfocando nos
documentos da Igreja, na Bíblia e sua aplicação
para os dias de hoje contribuindo, assim para maior formação
dos catequistas e dos evangelizadores.
DIRETÓRIO
NACIONAL DE CATEQUESE - 1
O CONCÍLIO VATICANO II
Você
encontrará em destaque dados referentes ao Concílio
Vaticano II (1962-1965) bem como os documentos escritos iluminados
pelo Concílio. em seguida a coluna registra dados históricos
sobre a elaboração do Diretório Catequético
Geral aprovado pelo Papa Paulo VI e publicado em 11 de abril de 1971.
Este documento, após 30 anos foi atualizado e aprovado pelo
Papa João Paulo II em 15 de agosto de 1997.
O texto registra então a caminhada dos Diretórios de
Catequese no Brasil, partindo de 1983 com o Documento Catequese Renovada
até o fato atual que consiste num estudo pela CNBB de uma Versão
Provisória e enviada a todas as Dioceses para contribuição
até janeiro de 2004. Esta coluna comunicará aos seus
leitores a caminhada que o futuro documento está percorrendo.
Ir.
Nery, fsc
nery@lasalledf.com.br
Página
IV
Sacramentos
(XXXI)
SACRAMENTO DA PENITÊNCIA
Sacramentos
são sinais visíveis e eficazes
da graça divina, isto é, da ação salvífica
de Deus que tudo faz para que retomemos a caminho da vida e da felicidade.
O Sacramento da Penitência
também conhecido como Sacramento da Reconciliação,
do Perdão e da Paz e é mais conhecido como Confissão.
Este Sacramento constituiu-se de vários momentos: Confissão
dos pecados, a alegria vivida pela manifestação expressa
da misericórdia de um Deus apaixonado por nós e a disposição
para uma vida nova através do arrependimento, pela dor da perda
de algo importante para a vida. Pelo Sacramento da Penitência
podemos experimentar que, no fundo, é Deus-Pai que sempre nos
busca e nos quer perto de si. Isto é motivo de uma alegria
profunda que nem as dificuldades cotidianas e nem os próprios
pecados podem arranhar. Portanto, para que possamos refazer-nos no
amor e na reconciliação é que temos o sacramento
da Penitência, como sinal da misericórdia e da Reconciliação
de Deus-Pai, que em Cristo e no Espírito sempre vem ao nosso
encontro.
Pe.
Dr. Vitor G. Feller
UM
ESPELHO DA VIDA
Depois
de ter meditado, durante dois anos, sobre textos do Antigo (Primeiro)
Testamento, vamos, este ano, refletir e rezar alguns textos muito
bonitos do Novo (Segundo) Testamento.
Iniciamos
com o Cântico de Maria (Lc 46-55)
MAGNIFICAT
A minha alma engrandece o Senhor,
e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque ele olhou para a humildade de sua serva.
Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão
feliz,
porque o Todo-Poderoso fez para mim coisas grandiosas.
O seu nome é santo,
e sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que o temem.
Ele
mostrou a força de seu braço:
dispersou os que têm planos orgulhosos no coração.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e exaltou os humildes.
Encheu de bens os famintos,
e mandou embora os ricos de mãos vazias.
Acolheu
Israel, seu servo,
lembrando-se de sua misericórdia,
conforme prometera a nossos pais,
em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre.
Introdução
Este hino é de estilo bíblico, cheio de citações
do Antigo Testamento. É o canto dos pobres que reconhecem a
vinda de Deus para libertá-los através do seu Messias.
Deus assume o partido dos pobres e realiza uma transformação
radical na história. Pobres e oprimidos serão libertados
e assumirão a direção de uma história
nova. Jesus inaugurará este novo Reino.
Maria, serva do Senhor, faz parte deste povo humilde e, de
certo modo, o representa.
1º
passo
Maria sabe reconhecer as maravilhas que Deus operou nela. Ela louva
e agradece ao Senhor por isso.
Será que nós podemos cantar como Maria? Quais
as grandes coisas que Deus fez em nós? Muitas vezes, temos
uma visão negativa de nós mesmos e ignoramos os muitos
dons que nos foram concedidos. Vamos refletir sobre as maravilhas
que Deus operou em nós (dons e talentos, ambiente familiar,
trabalho, saúde, dons espirituais...) Vamos nomeá-los
(ou escrevê-los).Depois, podemos repetir, diversas vezes, os
versículos do primeiro bloco, sentindo toda gratidão
pelas graças recebidas.
2º
passo
Leiamos os versículos do segundo bloco. Observem os contrastes
nestes versículos. Querem dizer que Deus se coloca ao lado
dos fracos e pobres. Ele toma sua defesa. Aqui está um recado
para nós. Hoje, Deus age através de nós para
que haja mais igualdade entre poderosos e humildes, entre ricos e
pobres.
O nosso ambiente reflete esse "sonho" de Deus? Podemos
fazer algo para que se realize?
3º
passo
No primeiro capítulo do primeiro livro de Samuel podemos ler
a bela narrativa de Ana, que era estéril mas, depois de muitas
lágrimas e orações, conseguiu a graça
de conceber um filho. Deu à luz Samuel, o grande sacerdote,
profeta e juiz. Ela entoou um canto de louvor.
Vamos ler 1 Sm 2,1-10.
Observemos as semelhanças com o Cântico de Maria.
Quais versículos mostram isto?
4º
passo
Vamos rezar ou cantar o Cântico de Maria.
(Vocês podem escrever o seu próprio "Magnificat"
bem dentro da sua própria realidade, mostrando a salvação
que Deus operou em você e no seu ambiente).
Inês Broshuis
Gostaria
de assinar o Encarte Catequético