Página I
EDITORIAL
Olhando
o dicionário descobrimos que o domingo se caracteriza como
dia consagrado entre os povos cristãos, à oração
e ao descanso. Já um antigo dicionário definia o domingo
como o primeiro dia da semana, consagrado aos exercícios de
devoção junto aos cristãos.
Falar em domingo, o primeiro dia da semana, é reportar-se à
cultura judaica e um significado cristão.
O domingo como tal mudou sua fisionomia com o passar de uma
sociedade rural para uma sociedade industrializada e tecnológica.
Entre as duas sociedades vemos grandes mudanças e critérios
de vivência do dia do Senhor.
O domingo no espaço rural "quebrava a monotonia
das pequenas coisas para recordar valores espirituais e ideais mais
elevados e fomentava o sentido da pertença ao grupo étnico
e religioso".
No espaço do mundo dominado pela tecnologia, onde predomina
ritmos frenéticos, a tendência é sempre mais para
o individualismo, o fechamento para o privado. Porém o que
o ser humano, ainda almeja é a festa. Através da festa
há possibilidades de vivência mais comunitárias.
Incentivando o valor do dia do Senhor. O papa João Paulo
II, escreveu no dia 31 de maio de 1998 uma carta apostólica:
Dies Domini.
Ele diz nesta carta: "não tenham medo! Abri, melhor, escancarai
as portas a Cristo", hoje neste mesmo sentido gostaria de convidar
vivamente a todos a redescobrirem o domingo: Não tenhais medo
de dar o vosso tempo a Cristo... O tempo dado a Cristo, nunca é
tempo perdido, mas tempo conquistado para a profunda humanização
das nossas relações e da nossa vida (DD 7).
O papa ainda nos diz que o dia do Senhor é a celebração
da obra do criador, é o dia do Senhor Ressuscitado e do Dom
do Espírito, e ainda, que a Assembléia Eucarística
é a alma do domingo.
Indica ainda que o domingo é dia de alegria, repouso e solidariedade
e mais, que é a festa primordial, reveladora do sentido do
tempo. O domingo portanto, é dia do Senhor, de Cristo, da Igreja,
do homem e da mulher e dia dos dias.
A catequese é um dos espaços privilegiados para
uma verdadeira conscientização da importância
do domingo como dia de celebração, encontro, vivência
fraternal e de oração. Para isso precisa:
- Dar um melhor entendimento, compreensão e motivação
para viver o domingo "com plena docilidade ao Espírito
Santo" (DD 4).
- Perceber que o dia do Senhor não é viver um
preceito, mas uma necessidade para a vida cristã consciente
e coerente (NMI 36).
- Dar-se conta que todos são convidados a celebrar,
isto é com a comunidade íntima. Perceber a alegria que
somos irmãos e irmãs em Cristo.
- Compreender que o dia do Senhor é o espaço
por excelência de oração, de canto, e portanto
traz presente uma relação mais íntima com Deus,
com os irmãos, com toda a criação.
- Dar valor ao domingo, como dia de repouso e lazer, saindo
de um ritmo muitas vezes oprimente para dar-se conta que somos criaturas
amadas e amantes da vida.
- Lembrar que Jesus disse: Eu estarei sempre com vocês
todos os dias, até o fim do mundo" (Mt 28, 20). Juntos,
na missa, estaremos celebrando a presença viva do Ressuscitado,
e que a "Eucaristia é o coração do domingo"
(DD 52).
- Assumir o compromisso de que o domingo é também
o dia da solidariedade. O papa lembra neste sentido que todo cristão/ã
é convidado a "atividades de misericórdia, caridade
e apostolado" (DD 69). Portanto é o dia da fraternidade.
O domingo não poderá jamais perder sua importância,
pois é preanúncio de vida e esperança e encoraja
para lutar por melhores dias.
Ir.
Marlene Bertoldi
ABRI
AS PORTAS A CRISTO
"A
santidade é a condição para que nosso ministério
seja frutuoso". Com estas palavras, o Papa João
Paulo II conclama a todos os cristãos a sermos santos.
Dom Murilo S. R. Krieger, Arcebispo de Florianópolis-SC,
descreve em breves palavras a trajetória de João Paulo
II, 264 Sucessor de Pedro e o primeiro pontífice não-italiano
em 455 anos.
Desde sua ordenação sacerdotal em 1946, até os
dias de hoje fica evidente sua missão de anunciar Jesus Cristo
a todos. "...proclame a Palavra, insista no tempo oportuno e
inoportuno, advertindo, reprovando e aconselhando com toda paciência
e doutrina (2Tm 4, 2). Assim João Paulo continua a dar seu
testemunho eloqüente e nos convidando a ensinar, evangelizar
e catequizar o povo de Deus.
Página
II (Bíblia)
SÃO
OUTROS OS MEUS PENSAMENTOS
SÃO OUTROS OS MEUS CAMINHOS
* O profeta Isaías 2o. conversando com
os cristãos e cristãs de hoje - 6a. Parte
*
Ao
vencer o império da Babilônia, o rei Ciro permite que
os exilados voltem a Judá pois os que oprimiam o povo já
não tem mais poder. Terminou o tempo do castigo e o furor de
Javé se volta contra os que oprimiam o seu povo que agora está
liberto.
Em 52,13-53-12 encontra-se o quarto e último cântico
do servo de Javé. Agora o povo pobre é colocado por
Deus nas alturas e recebe a missão de ser sujeito de uma nova
história que vai ser irradiada para o mundo inteiro.
No capítulo 54, Isaías descreve a Jerusalém restaurada
onde o povo torna-se portador da esperança "de um novo
céu e uma nova terra" impulsionado a agir de uma forma
justa segundo a vontade divina.
No último capítulo de Isaías Segundo é
anunciado o fim do reinado do dinheiro e um convite para uma nova
aliança com Deus, colocando a vida humana como supremo valor.
Esta sociedade dominada pelo dinheiro será substituída
pelas relações justas e fraternas, assegurando a todos
alimento e dignidade voltando-se para o verdadeiro Deus.
A leitura dos capítulos 52, 53, 54, 55 de Isaías Segundo
é um convite para chamar-nos a assumir a missão de mensageiros
da paz, redefinindo nossos passos.
"Como são
belos os pés dos que anunciam a Paz!" (Is 52, 7).
Prof.
Celso Loraschi
Página
III
ATO
CATEQUÉTICO
Além
de clarear o significado a expressão "ato catequético",
esta matéria caracteriza-o, enfocando a importância da
integração dos diversos conteúdos interligados
a Palavra de Deus, a oração e a celebração
do compromisso cristão.
Apresenta os três aspectos fundamentais para o ato catequético:
a) a experiência humana e cristã dos catequizandos
que parte da vida e volta para a vida enriquecida pela palavra de
Deus; b) a Palavra de Deus na catequese que ilumina o ato catequético,
ligando fé e vida através da Palavra de Deus; c)
a profissão da fé que através da catequese
concretiza a vivência da fé pessoal e comunitária.
É importante que compreendamos a dupla direção
ao professar nossa fé: há um encontro pessoal com Deus
que nos impulsiona ir na direção dos irmãos,
da comunidade, da sociedade. E essa postura se torna presente através
do ato catequético, da transmissão viva da Palavra de
Deus fazendo-a ressoar em todos os corações.
D.
Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis - MT
Juvake@terra.com.br
DIRETÓRIO
NACIONAL DA CATEQUESE
Irmão Nery apresenta o primeiro capítulo do DNC que
faz ponte com o Doc. 26 da CNBB.
O DNC aproveita a riqueza da caminhada da Igreja ressaltando alguns
ítens do Doc. Catequese Renovada:
1) a Bíblia como texto
por excelência da Catequese; 2) o
cristocentrismo trinitário na educação da fé;
3) a coerência com a pedagogia
divina; 4) o princípio
de interação fé e vida; 5)
caminhada da comunidade de fé como ambiente e conteúdo
da educação na fé; 6)
os temas doutrinais mais importantes vistos a partir da realidade;
7) o ministério catequético
como fonte de espiritualidade para o/a catequista; 8)
a integração da catequese com as outras pastorais.
Irmão
Nery, fsc
nery@lasalledf.com.br
Página
IV
S
A C R A M E N T O S XXXVII
PECADO: IMPEDIMENTO À VIDA NA
GRAÇA E À VIDA MAIS JUSTA
Em
nosso cotidiano presenciamos fatos provocados pelos próprios
seres humanos contra Deus, contra os irmãos, contra si mesmos
e contra a natureza.
Mesmo afastados pelo pecado temos a certeza que Deus não nos
abandona, e vem sempre ao nosso encontro, oferecendo-nos de novo a
graça da comunhão.
O pecado é: a)
a ruptura da aliança com Deus; b)
é uma ação errada pois, vai contra o projeto
do amor de Deus para conosco; c)
é uma expressão da decisão pessoal que se recusa
a ouvir a voz do Senhor; d) é
uma ruptura da comunhão com Deus e com os irmãos; e)
é a desintegração pessoal social, estrutural
e ecológica.
O pecado nasce no coração humano e infiltra-se nas estruturas
sociais deixando marcas. Mas Deus, pela sua misericórdia, nos
acolhe em sua intimidade como eternos filhos/as seus. Importante é
a conversão.
DINÂMICA:
-
Dar a cada participante uma folha de jornal.
- Amassar completamente esta folha.
- Todos vão colocar a folha embrulhada em forma de bola
num centro.
- Refletir: Que pecados, erros somos capazes de cometer que
machucam a Deus, aos irmãos, a nós mesmos e a natureza?
As bolas de jornal são muitas. Muitos são também
os pecados que ofendem a Deus e a dignidade da pessoa. Como? Que relação
tem com o jornal amassado, com o pecado?
- Cada participante pega uma bola de papel jornal e tenta desembrulhar,
para torná-la como estava no início. Jamais será
possível, nem passando o ferro elétrico. O pecado deixa
marcas, mas Deus através de sua mão carinhosa de Pai,
nos ama tanto que nos acolhe em sua intimidade como eternos filhos/as
seus e suas. Importante é a conversão.
Ir.
M. B.
"UM
ESPELHO DA VIDA"
Refletindo
com São Paulo
"Quem nos poderá separar do amor de Cristo?
A tribulação, a angústia, a perseguição?
(...)
Nada nos pode separar do amor de Deus,
manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor." (cf. Rm 8,35-39
"Considero
tudo uma perda diante do bem superior
que é o conhecimento do meu Senhor Jesus Cristo.
Por causa dele perdi tudo e considero como lixo,
a fim de ganhar Cristo e estar com ele." (Fl 3,8)
"Eu
vivo, mas já não sou eu que vivo'
pois é Cristo que vive em mim." (Gl 2,20a)
"Pela
graça de Deus sou o que sou,
e sua graça em mim não foi em vão." (1Cr
15,10).
1º
passo
São Paulo era "louco" por Jesus. De perseguidor dos
cristãos, tornou-se o grande apaixonado por Cristo. As citações
de algumas cartas que colocamos acima, nos mostram isto.
Leia com toda atenção os versículos citados.
Procure em cada um o que Paulo quer dizer.
Qual o pensamento de Paulo que mais lhe tocou?
2º passo
Você sente o calor de Paulo quando pensa em Jesus? Está
"apaixonado(a)" por ele?
Isto reflete em seu convívio com as pessoas, em sua catequese,
em sua oração? Como?
3º passo
Que Paulo quer dizer quando fala "Não sou eu que vivo,
é Cristo que vive em mim?"
Você pode dizer isto também? Que lhe falta?
4º passo
Há muito lixo em nossa vida que deve ser jogado fora, como
diz S.Paulo. Que atrapalha seu amor a Cristo, seu testemunho cristão?
Quais são esses "lixos"?
5º passo
Na sua 2ª carta aos Coríntios, Paulo diz:
"Vocês são uma carta de Cristo, carta escrita, não
com tinta, mas nas tábuas de carne do coração
de vocês" (2Cr 3,3).
Que será que Paulo quer dizer com isto? Sou, realmente, uma
carta viva de Cristo?
6º passo
Converse com o Senhor sobre tudo que refletiu.
Depois, fique em silêncio o maior tempo possível, dizendo,
de vez em quando:
"Não sou eu que vivo; é
Cristo que vive em mim". Entregue-se ao amor de Cristo.
(Se a
reflexão for feita em grupo, pode-se terminar com o canto "Quem
nos separará...")
Inês
Broshuis - Catequeta
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