Página I

EDITORIAL
O mês de março é o mês em que as atividades catequéticas ganham força total devido a organização, planejamento, formação, preparação...
Com insistência voltamos sobre um assunto que corre operigo de ser esquecido devido à pressa ou porque estamos acostumados a fazer sempre as mesmas coisas. Estou falando de planejamento.
Sabemos que toda a evangelização e nela a pastoral não pode andar às cegas. São Paulo nos diz: "o apóstolo não é alguém que corre incerto ou se bate contra o ar" (1Cor 9, 26).
Quem é acomodado, e não quer ver uma catequese ativa, dinâmica, que faz crescer a comunidade, repete sempre o que foi feito e não se deixa desafiar pelo novo.
O planejamento está ligado ao testemunho de comunhão. Ele exige participação. Para isso, requer conversão, mudança e transformação.
Para um bom andamento da catequese paroquial é preciso ver o planejamento em dois caminhos:
1 - Planejamento pessoal. Cada catequista é convidado a planejar seus encontros, rezá-los, meditá-los e testemunhá-los. Além disso, usar estratégias para maior conhecimento de seus catequizandos, suas famílias e realidade.
2 - Planejamento paroquial feito em mutirão, onde há um assumir de responsabilidades de forma conjunta.
Para ajudá-lo/la neste trabalho paroquial segue um pequeno esquema:
1 - Ver a realidade como chão da ação catequética.
2 - Iluminar esta realidade através da Palavra de Deus, transformada em princípios.
3 - Traçar o objetivo geral e os específicos.
4 - Construir a ação catequética em forma de projetos.
5 - Organizar o cronograma (O que? Por quê? Quando? Onde? Quem? Como?)
6 - Definir a organização da catequese paroquial.
- Equipe de coordenação geral (nomes)
- Equipe de coordenação das comunidades (nomes)
7 - Estabelecer as responsabilidades
- da coordenação
- do catequista
8 - Definir como será a avaliação:
Catequista é alguém especial que presta atenção ao que acontece ao redor de si, e é capaz de trabalhar em união, percebe as qualidades dos outros, alegra-se com o crescimento comunitário dos seus colegas, dialoga, ouve, valoriza tudo. Entendeu rápido que a catequese se preocupa em construir pessoas para que o Reino de Deus possa acontecer.

Ir. Marlene Bertoldi


CF 2004 NA PALAVRA DE DEUS

Durante este ano, muitas reflexões serão realizadas sobre a água. A Palavra de Deus faz da água o símbolo da luta, da aliança, da conquista e também da esperança. A água está presente na Bíblia deste Gn 1, 1: "... e um vento impetuoso soprava sobre às águas". E assim a água está sempre inclusa na Palavra de Deus seja pelo profeta Jr 2, 13, no Êxodo 14; 17,1-7, nos Salmos, nos Evangelhos. Em cada trecho a água é ressignificada como um símbolo para oração sinal de presença de Deus no povo, como um meio pelo qual o povo de Israel pôde libertar-se e conquistar a terra e até mesmo como confirmação da liderança dos patriarcas, juízes e profetas ao garantir a água para o povo beber e em outras situações.
Jesus é fonte de água viva. Sua missão de servo de Deus começou pelo batismo que recebeu de João nas águas do Rio Jordão.
A Palavra de Deus nos renova e nos restaura como uma fonte de água que mata a sede de todos os que dela se aproximam.

Página II (Bíblia)

ÂNIMO, MEU POVO!
(O profeta Isaías 2o. conversando com os cristãos e cristãs
de hoje - 2a. parte)

Ao analisar a história do povo de Israel percebe-se que os momentos de crise são tempos propícios de manifestações de Deus que revela seu rosto amigo e salvador. Esta reflexão sobre a "Teologia do Servo Sofredor" está registrada nos capítulos de 40 a 55 do livro "Segundo Isaías. Em pleno exílio, Isaías preve a alegria de Jerusalém ao saber que os exilados estão voltando, terminando assim, o tempo da escravidão e começando um novo êxodo. Em Isaías 40, 1-11 encontramos Javé caminhando junto com seu povo na ternura de um pastor que cuida do rebanho. É do fundo triste de uma escravidão sofrida que brota a esperança alegre e libertdora. O caminho que Deus abre é caminho reto e nada impedirá a condução do povo ao destino da terra sem males. Em Isaías 40, 12-31 está escrito que no convívio em Babilônia encontramos pessoas de culturas e tradições variadas. Alguns demonstram idéias distorcidas a respeito de Deus demostrando que a fé está abalada. Mas Isaías anuncia um Deus vivo que realiza um plano e amor e justiça para o povo sofredor. Em Isaías 41, 1-16 Deus revela seu rosto e vai transformando a história humana em história de salvação. Ciro, rei dos persas conquista a Babilônia e permite que os exilados voltem as suas terras e readquiram sua identidade cultural e religiosa. Isaías vê em Ciro o instrumento do Deus Javé, que defende o povo oprimido. Terminando o capítulo 41, 17-29, Isaías revela que é hora de reagir e renimar a fé em Deus-Javé, aquele que resgata seu povo bastando para isso ter o olhar atento e coração aberto pois o povo quer amor, terra, trabalho, paz e dignidade.

Prof. Celso Loraschi

Página III

AÇÃO CATEQUIZADORA

Ação catequisadora quer expressar um conjunto de iniciativas na organização, no método, na formação, no conteúdo, no modo de ser dos catequistas, no envolvimento da comunidade, da família... que faz a catequese caminhar, crescer, formar comunidades e produzir frutos de justiça e solidariedade. A Bíblia nos relata a ação de Deus na história. Isto é, o seu modo de agir. A ação concreta de Deus é o envio de seu Filho que se faz gente. Veja também n. 281 do Documento Catequese Renovada como é definida a catequese bem como no n. 318. No Diretório Catequético Geral, n. 66 define a finalidade da ação catequética. No n. 214 há a afirmação sobre de quem é a responsabilidade da ação catequética. Por fim há uma referência sobre a importância da experiência com Jesus Cristo para todo cristão.

DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE - 2

O texto inicia com uma definição sobre o que é Diretório enfocando a importância da existência do Diretório Nacional de Catequese (DNC) ressaltando seu objetivo geral que esclarece sua finalidade bem como o traçado dos critérios da ação catequética no Brasil. Também compõe este texto os elementos fundamentais da Catequese Renovada que são: os princípios bíblicos, litúrgicos, teológicos e pastorais que regem a catequese; os referenciais históricos; a pedagogia específica da catequese; os interlocutores e sujeitos na catequese; o Planejamento da catequese e sua realização nos Regionais da CNBB, nas Dioceses e Paróquias. O texto encerra declarando que "o DNC" servirá de base também, com a Bíblia,com os documentos. Mais importantes da Igreja e com o Catecismo da Igreja Católica, para a elaboração do Catecismo Nacional.

Página IV

S A C R A M E N T O S (XXXIII)
CONHECENDO MELHOR O SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO

O sacramento da Reconciliação passa por uma crise pelo pouco que se tem cultivado a cultura penitencial. Frei Faustino Paludo lista sintomas que provocam esta crise e convida você a dar-lhe o devido valor conhecendo-o melhor. Este sacramento, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, assim chamado: Sacramento da Conversão; Sacramento da Penitência; Sacramento da Confissão; Sacramento do Perdão e Sacramento da Reconciliação. O texto encerra como a sugestão de dinâmica que encaminha para uma celebração penitencial.

DINÂMICA
- Arrumar o local do encontro com muitas pedras de várias formas.
- Motivar o grupo para escolher uma com a qual se identifica melhor.
- Quando todos tiverem escolhido, fazer um momento de reflexão.
1 - Identificar na pedra os altos e baixos, as falhas, as arestas, partes lisas...
2 - Reflexão: Quem sou eu em confronto a esta pedra (qualidade, erros, sentimentos...).
3 - Partilhar dois-a-dois.
4 - Partilhar em grande grupo as reflexões.
5 - Fazer ma pequena celebração penitencial.

I.M.B.

UM ESPELHO DA VIDA
(Esta reflexão quer fazer uma ligação com a Campanha da Fraternidade deste ano sobre "Água, fonte da vida", tema que será aprofundado durante a Quaresma)

JO 4,5-15a

Jesus chegou a uma cidade chamada Sicar. Havia ali a fonte de Jacó.
Jesus, cansado da viagem, sentou-se junto à fonte. Era por volta de meio dia.
Veio uma mulher da Samaria buscar água.
Jesus lhe disse: "Dá-me de beber!"
A Samaritana disse a Jesus:
"Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim que sou uma mulher samaritana?"
De fato, os judeus não se relacionam com os samaritanos.
Jesus respondeu:
"Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que te diz: 'Dá me de beber",
tu lhe pedirias, e ele te daria água viva".
A mulher disse:
Senhor, não tens sequer um balde, e o poço é fundo; de onde tens essa água viva?
Serás maior que nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual bebeu ele mesmo,
como também seus filhos e animais?"
Jesus respondeu:
"Todo o que bebe desta água, terá sede de novo,
mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede,
porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna".
A mulher disse então a Jesus:
"Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede".

Introdução

No Evangelho de João, como em toda a Bíblia, a água é um tema muito abordado. Numa terra árida, no deserto, a falta de água é sentida muito fortemente. A Bíblia compara nosso ser a uma terra seca que precisa urgentemente de água.

1º passo: procure um ambiente silencioso. Coloque uma vela acesa e uma jarra com água.
Ligue uma música suave para chegar a maior interiorização. Tome uma posição que relaxe o corpo.

2º passo: Leia o texto bem devagar.
O que mais lhe chama a atenção?
Eu me encontro nas palavras da Samaritana?
Em que sentido Jesus é água viva para mim? (para nós?)

3º passo: Leia o texto novamente. (se estiver com a Bíblia, leia o capítulo 4 até versículo 42)

4º passo: A Samaritana descobre, cada vez mais, quem é Jesus.
- um judeu, (que dialoga com uma samaritana) (v. 9)
- um profeta (v.19)
- o Messias, o Cristo (v. 25)
Também em nossa vida de fé precisamos descobrir, cada vez mais, quem é Jesus.
Percebe em si esta descoberta progressiva?
Atualmente, quem é Jesus para você?
Converse com ele sobre isto. Coloque seu desejo de conhecê-lo mais.
Depois, fique um bom tempo em profundo silêncio, exclamando, de vez em quando, interiormente:
"Senhor, dá-me de beber uma água viva que me faz viver".

5º passo: Jesus é água viva para mim. Eu posso ser "água" para alguém? Como? Quando?

6º passo: Podemos ler e meditar alguns outros textos sobre a água, em João: 7,37-39; 19,33-34

7º passo: Termine esta oração com a meditação do Salmo 42.

Inês Broshuis

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